Prevenção

Saiba como evitar os gatilhos da enxaqueca

Neurologista revela que alimentação e hábitos comuns do dia a dia estão entre os principais causadores do problema

13:00 · 12.05.2018
enxaqueca
Estresse em excesso pode provocar crises de enxaqueca ( Foto: Divulgação )

Subitamente, fragmentos de luz ofuscam a visão como flashes. Em poucos segundos, dores latejantes tomam conta de um dos lados da cabeça, quase sempre acompanhadas de náusea, enjoo e hipersensibilidade tanto à luz quanto ao barulho do ambiente. Caso não reconheça esse cenário, considere-se uma pessoa de sorte. Afinal, é exatamente assim que mais de 40 milhões de brasileiros, com idade entre 25 e 50 anos, se sentem com frequência graças a um problema muito comum atualmente: a enxaqueca

“Crises de enxaqueca podem durar de quatro a 72 horas e atingem uma grande quantidade de pessoas no Brasil e no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 90% da população mundial já passaram por, pelo menos, uma crise de dor de cabeça durante a vida, e 30% alguma crise de enxaqueca”, revela o Dr. Denis Bichuetti, neurologista do HCor.

Embora ainda não se saiba quais as causas exatas do problema, Dr. Bichuetti revela que a enxaqueca é o resultado de um desequilíbrio químico no cérebro que afeta neurotransmissores, a integridade de biomoléculas cerebrais e o fluxo hormonal neurológico. Ainda segundo o neurologista, a relação da enxaqueca com questões hormonais é, justamente, o que faz a doença ser mais comum entre as mulheres.

“Na infância o problema se manifesta igualmente entre meninas e meninos. Porém, a partir da adolescência, mulheres costumam ter mais enxaqueca do que os homens numa proporção de quatro para um. Já após a menopausa, a quantidade de mulheres com enxaqueca em comparação com os homens diminui, mas continua maior”, esclarece.

Contudo, o Dr. Bichuetti ressalta que, em ambos os sexos, as crises de enxaqueca começam quando células nervosas em estado de muita excitação reagem a algum gatilho, geralmente externo, que varia de pessoa para pessoa, entre aspectos que vão de alimentação a hábitos comuns no dia a dia.

“Quando algum gatilho ativa a enxaqueca, impulsos são enviados aos vasos sanguíneos cerebrais que sofrem um processo contínuo de constrição e dilatação. Neste momento, diferentes substâncias inflamatórias, como serotonina e as prostaglandinas, são liberadas no sistema neurológico, o que provoca a sensação de dor”, explica. “Por isso, podemos afirmar que é possível prevenir totalmente ou, pelo menos, reduzir de forma expressiva as crises, identificando e combatendo os fatores que desencadeiam este processo”, afirma o neurologista.

O Dr. Robson Fantinato, também neurologista do HCor, acrescenta que a enxaqueca é uma doença com predisposição genética. “Portanto, é muito importante que os indivíduos que sofrem com o problema também procurem orientação médica”, finaliza o neurologista.       

Sono de má qualidade

Um dos fatores mais graves está a mudança dos padrões de sono. Quando uma pessoa sempre dorme sete horas por noite e, de repente, passa alguns dias dormindo menos do que isso, ou até mesmo mais, é quase certo que essa pessoa terá uma crise. O ideal é procurar dormir de forma regular.

Estresse

Em excesso, o estresse pode provocar crises. É importante saber controlar as atividades do dia a dia, assim como uma rotina balanceada entre trabalho, lazer e família.

Cheiros fortes

Pacientes com enxaqueca crônica também podem ter hipersensibilidade a certos odores, como de produtos de limpeza ou cosméticos. Recomenda-se evitar contato direto com esses produtos.

Luz intensa

Capaz de agravar as crises de enxaqueca, a luz intensa não as provocam. Nestes casos é recomendável diminuir o brilho da tela de notebooks e celulares em momentos que for realmente necessário utilizá-los durante uma crise.

Álcool e alimentos industrializados

Bebidas alcoólicas, café, chocolate, queijos amarelos, enlatados e embutidos possuem um conservante em comum que pode provocar enxaqueca. Porém, portadores do problema não precisam evitar todos estes produtos completamente. Basta observar se o excesso ou consumo isolado de algum deles provoca crises. Outra dica é evitar jejum prolongado.

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