Terapia

Reabilitação Cardiopulmonar aumenta em 30% a sobrevida de pacientes

A partir de um programa individualizado, a reabilitação atua em diversas abordagens para a prevenção, combate e tratamento de afecções cardíacas, respiratórias, neurológias, metabólicas e ortopédicas

12:30 · 30.05.2018 / atualizado às 13:16

Associada à elevada mortalidade e, em muitos casos, à capacidade de atividade física significativamente reduzida, a insuficiência cardíaca (IC), caracterizada pela dificuldade que o coração encontra em bombear o sangue adequadamente, acomete cerca de 6 milhões de brasileiros. O cenário pode ser ainda mais alarmante: estima-se um aumento de 40% nos casos da doença até 2030. Até lá, mais 2 milhões de brasileiros entrarão para a turma dos “corações cansados”.

Uma pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association revelou que cerca de 40% dos pacientes nessas condições podem desenvolver depressão. A prática de exercícios físicos três vezes por semana, durante 30 minutos, auxilia os pacientes a obterem benefícios físicos e emocionais. Atualmente, o arsenal terapêutico da insuficiência cardíaca ganha um importante reforço: a reabilitação cardiopulmonar.

O Dr. Carlos Hossri, cardiologista do Serviço de Reabilitação Cardíaca, Pulmonar e Metabólica do HCor (Hospital do Coração), conduziu um estudo  que evidencia a eficácia da reabilitação cardiopulmonar. “Nossas pesquisas apontam um aumento de 20% a 30% na capacidade funcional ou potência aeróbica, ou seja, uma maior sobrevida desses indivíduos”, diz. “Atualmente, cerca de 200 pacientes estão matriculados no programa e realizam sessões supervisionadas de duas a três vezes por semana”, esclarece.

Tratamento

A reabilitação cardiopulmonar busca o acompanhamento supervisionado e o tratamento de pacientes que se encontram em diversas situações clínicas, como arritmias cardíacas complexas, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), distúrbios metabólicos, como a obesidade e o diabetes. Além daqueles que apresentaram eventos cardiovasculares importantes, como infarto, angina, angioplastia, pontes de safena, entre outros.

“O programa de reabilitação tem o objetivo de reduzir novas ocorrências cardíacas, recuperar e manter, de forma efetiva, a capacidade física do paciente”, explica Dr. Hossri. 

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