Aprovação

Psoríase terá novo tratamento no Brasil

De acordo com estudos clínicos, sete em cada 10 pacientes tratados com guselcumabe tiveram melhora de 90% nos sinais da doença

17:23 · 31.03.2018
Psoríase
O guselcumabe demonstrou potencial de proporcionar, já a partir das primeiras duas doses, o controle do tipo mais comum da doença – a psoríase em placas ( Foto: Divulgação )

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar um tratamento inédito para psoríase, doença imunológica que atinge cerca de 5 milhões de brasileiros. Guselcumabe é o primeiro medicamento biológico que atua especificamente na proteína interleucina (IL) 23 – um dos principais mediadores inflamatórios da doença. A terapia demonstrou potencial de proporcionar, já a partir das primeiras duas doses, o controle do tipo mais comum da doença – a psoríase em placas - em pacientes com as formas moderada a grave. 

A psoríase se apresenta em forma de placas, ou seja, lesões avermelhadas e elevadas, com escamas prateadas ou esbranquiçadas, em diversas regiões do corpo. “Trata-se de uma doença que carrega estigmas e prejudica a saúde física e emocional dos pacientes. Por atuar de forma bastante específica, guselcumabe traz um resultado transformador”, comenta Telma Santos, Diretora Médica da Janssen Brasil.

Dados do estudo clínico 'Voyage'  demonstraram que sete em cada 10 pacientes tratados com o medicamento tiveram melhora de 90% dos sinais da psoríase após seis meses de uso do produto. Considerando o mesmo intervalo de tempo, o medicamento também apresentou eficácia 20% superior na redução das lesões em comparação ao adalimumabe, uma das atuais opções terapêuticas para a doença.

O medicamento desenvolvido pela empresa Janssen, possibilitou ainda a manutenção desses resultados a longo prazo já que, após um ano e meio, 86% dos pacientes conservaram o índice de 90% de redução das lesões de pele, conforme dados apresentados recentemente no congresso da Academia Americana de Dermatologia (AAD). Trata-se de um anticorpo monoclonal, aplicado por injeções subcutâneas, a cada oito semanas, após duas doses iniciais. Agora, o produto passará por processo de aprovação de preço na Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

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