Resistência ou dependência

Prática da automedicação pode camuflar doenças

Especialista fala sobre os riscos do consumo de medicamentos sem prescrição médica

14:17 · 01.02.2018
automedicação
Quando ocorre o uso frequente do mesmo medicamento, o organismo pode criar resistência ou dependência daquele determinado remédio ( Foto: Divulgação )

A automedicação é vista por muitas pessoas como uma solução rápida para tratar as doenças. Pode ser uma dor de cabeça, muscular, abdominal, e diversas outras perturbações como alergias, ansiedade, cansaço, dentre outros. Porém, a prática pode camuflar os sintomas da enfermidade, em vez de proporcionar uma cura efetiva. 

“O remédio que achamos que é o certo para nosso alívio pode até resolver no momento, mas também pode trazer uma série de outras complicações no futuro. Isso porque, se você não é um profissional da saúde, não conhece as especificidades de cada medicamento e as necessidades do organismo quando está com alguma dor ou doença” explica Dra. Patrícia Filgueiras, que atende pelo Docway.

A exemplo disso, estão os remédios que camuflam os sintomas, mas não curam a doença, como alguns fármacos usados para rinite e anti-inflamatórios em geral. Segundo a médica, é comum que as pessoas façam uso desses medicamentos achando que estão resolvendo o problema, quando na verdade podem estar piorando e tendo os seus sintomas atenuados.

Para a especialista, quando fazemos uso frequente do mesmo medicamento, o organismo pode criar resistência ou dependência daquele determinado remédio. Além disso, nem sempre conhecemos a causa do sintoma. “Às vezes uma dor comum pode ser algo mais sério e precisar de um tratamento específico. Por isso a importância de consultar um médico antes de comprar qualquer medicamento”, comenta. 

Além disso, os remédios podem cortar o efeito um do outro. “Isso acontece com alguns tipos de antibióticos e anticoncepcionais. varia de caso para caso, mas pode acontecer do primeiro medicamento inibir o efeito do segundo, que é de uso contínuo”, analisa.

Cautela

Algumas medicações sintomáticas podem ser utilizadas numa situação repentina. Em casos de pico febril ou uma dor de cabeça isolada, deve-se tomar o analgésico/antitérmico habitualmente utilizado e observar a evolução do quadro. Se os sintomas persistirem, o atendimento e a avaliação médica adequada são necessários. 

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