Problemas posturais

Pilates Clínico: eficácia no tratamento de doenças

O método pode ser praticado, inclusive, por gestantes ou pacientes que sofrem com lesões na coluna

09:39 · 25.06.2018 / atualizado às 13:06
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O Pilates Clínico é indicado especialmente para pessoas que já recorreram a outras terapias e que não obtiveram resultados satisfatórios ( Foto: Divulgação )

Desenvolvido por fisioterapeutas como um tratamento alternativo para prevenção e reabilitação de pacientes com problemas posturais, o pilates clínico foi criado a partir do pilates tradicional e também trata outras patologias. A diferença para o 'pilates fitness' é que o clínico é aplicado apenas por fisioterapeutas e pode ser praticado, inclusive, por gestantes ou pacientes que sofrem com lesões na coluna e que não podem realizar certos exercícios do método convencional.

Segundo a fisioterapeuta da Clínica Fisio e Forma, Mônica Cumagai, a técnica não possui um repertório de exercícios, sendo ajustada a patologia de base da pessoa. “Se o paciente possui labirintite, por exemplo, adaptamos os exercícios para que não haja desconforto e para que ele consiga praticar a aula”, afirma.

Baseada nos seis princípios do pilates (respiração, centro, controle, concentração, precisão e fluidez), a técnica promove os mesmos benefícios que o método tradicional como a melhora da postura, tonificação da musculatura, diminuição da ansiedade, melhora do equilíbrio, concentração e circulação sanguínea.

A fisioterapeuta Julliane Rebecca ressalta que o grande diferencial está no objetivo: “restaurar a qualidade de vida do indivíduo, realizando exercícios que estimulem a musculatura que sustenta a coluna sem causar impacto nas articulações”.

Indicação 

O método é indicado especialmente para pessoas que já recorreram a outras terapias e que não obtiveram resultados satisfatórios. Pessoas com alterações posturais como escoliose, hipercifose, hiperlordose, protusão discal e hérnia de disco, e com outras patologias como condromalácia patelar, osteoartrose, incontinência urinária, disfunção do sono e fibromialgia devem ser as mais interessadas pela aula.

“Na primeira consulta, o paciente passará por uma avaliação com o fisioterapeuta, que traçará um projeto terapêutico singular, utilizando como técnica de tratamento o Pilates”, explica Mônica. De acordo com a especialista, a diferença pode ser notada já nas primeiras aulas, sobretudo, por pacientes que sofrem com quadros de lombalgia.

Ainda se tratando desse quadro, a especialista afirma que já existem diversos estudos que comprovam a eficácia do pilates clínico no tratamento da lombalgia crônica, promovendo melhoras significativas na dor.

Um desses estudos foi realizado na Itália pelo Departamento de Medicina do Esporte e Reabilitação do Instituto Ortopédico Gaetano Pini, que analisou 43 pacientes com dores lombares em um tratamento de dez dias. No fim da experiência, foi atestado que 61% dos pacientes que fizeram terapia com Pilates estavam muito satisfeitos, contra 4,5% que foram submetidos à outra técnica. 

Para os interessados em experimentar a aula, o método não possui contra-indicação e não necessita de prescrição médica, salvo em casos de gestantes, que precisam de liberação. Em quadros de doenças musculoesqueléticas crônicas, o fisioterapeuta também pode ser consultado. Doenças musculoesqueléticas estão relacionadas a afecções nos músculos, articulações, tendões, ligamentos, nervos, ossos e doenças localizadas do aparelho circulatório.

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