Momento ideal

Período de férias pode fortalecer relação de pais e filhos

Correria diária acaba deixando pouco tempo para o lazer familiar

13:59 · 03.01.2018
brincando em família
Os momentos em família e as férias criam memórias afetivas que a criança levará para o resto da vida ( Foto: Divulgação )

As férias chegaram e este é o período ideal para estreitar o convívio familiar, pois, durante o ano, o trabalho dos pais, a escola e a correria diária acabam deixando pouco tempo para brincadeiras e para o lazer familiar. Segundo a neuropediatra Dra. Karina Weinmann, a convivência familiar é fundamental para o desenvolvimento infantil.

“Falamos muito no conceito de tempo de qualidade, mas sabemos que na prática nem sempre os pais estarão com energia e disposição para brincar com as crianças depois de um dia exaustivo no trabalho. Por isso, é preciso aproveitar esse recesso no final do ano e as férias escolares para estar mais disponível para a criança".

Além disso, a neuropediatra alerta que nas férias os pais devem incentivar brincadeiras ao ar livre e reduzir ao máximo o uso de aparelhos eletrônicos, como celulares e computadores.

“Sabemos que hoje os eletrônicos servem de “babá” para os pais. Mas, esse uso excessivo da tecnologia é muito prejudicial para crianças e adolescentes. Pode atrasar a fala, levar a criança a não aprender a interagir socialmente e se fechar. Sem contar nos prejuízos motores e na contribuição para o aumento de peso devido ao fato de ser uma atividade sedentária”, comenta a médica.

Lembranças afetivas

Os momentos em família e as férias criam memórias afetivas que a criança levará para o resto da vida. As férias ou viagens em família servem para a aproximar, fortalecer a dinâmica familiar, para viver aventuras, descansar e curtir cada instante intensamente. Esses momentos de lazer criam lembranças importantes para a criança e são fundamentais para seu desenvolvimento emocional e físico.

Há muitas atividades que podem ser feitas tanto em casa, como nas viagens. Além das básicas, como jogar bola, empinar pipa, brincar de esconde-esconde e pega-pega. A neuropediatra listou algumas sugestões. 

Explorar a cidade

Para quem não pode viajar, a dica é explorar a cidade. Visitar parques, praças e outros lugares ao ar livre. O memento pode ser propício para fazer um piquenique, lembrando de interagir com a criança e ajudá-la a fazer novas descobertas, como animais, árvores, subir em brinquedos e fazer trilhas.

Cultura

Muitas cidades possuem museus, planetários e outros espaços que podem ser desconhecidos para a criança. Escolher a programação de acordo com a idade gera bons resultados. 

Sujar faz bem

O calor é ótimo para inventar brincadeiras sensoriais. Lama, tinta e tudo que possa incentivar o tato são ótimas atividades para trabalhar o processamento sensorial. Vale até gelatina na banheira. Sujar faz bem para a criança, ela precisa ter esse contato com terra, água, tintas e outras texturas. Comer fruta com a mão e se lambuzar também é uma ótima ideia. 

Pequenos chefs

A dica é organizar uma receita fácil e pedir ajuda da criança. Cuidados como não envolver a criança com facas ou fogo são necessários, mas o restante da receita como bater, quebrar os ovos, colocar a farinha podem ser importantes para desenvolver a autonomia.

Quebra-cabeça

O brinquedo deve ser escolhido de acordo com a idade. Os pais podem ajudar a criança a montar o quebra-cabeça e contar histórias sobre a figura. A atividade é ótima para fazer em família. 

Massinha

Outra atividade que trabalha o processamento sensorial, pode ser feita em casa com água e farinha de trigo. Corantes devem ser utilizados para diversificar as cores, além do incentivo de fazer diferentes formas.

Acampadentro

O acampamento também é uma ótima dica. Valendo até planejar um no quintal dos parentes no caso de famílias que moram em apartamento. Contar histórias, ler livros e ouvir música. Chamar os amigos ou primos se torna ainda mais divertido. 

“O importante é que os pais interajam com as crianças e incentivem brincadeiras diferentes e ao ar livre. Claro que isso deve se repetir ao longo do ano, mas dentro das possibilidades de cada um. Brincar é essencial para o desenvolvimento infantil, mas a presença e disponibilidade emocional dos pais também”, conclui Dra. Karina.

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