TECNOLOGIA

Odontologia digital 3D começa a ser difundida no Brasil

O mecanismo acelera tratamentos e permite até a “impressão” de ossos para cirurgias

15:30 · 19.01.2018 / atualizado às 16:37
DENTES
Com a odontologia digital, o modelo da boca é uma imagem tridimensional, o que substitui o gesso utilizado atualmente

Presente na engenharia automotiva, mecânica e civil, a modelagem 3D ganha novas aplicações a cada dia. O uso de scanners e software 3D para diagnósticos, agora na odontologia, planeja tratamentos, cirurgias, confecciona ossos, próteses e peças ortodônticas pela impressão 3D ou usinagem computadorizada. A tecnologia começa a se difundir entre os dentistas brasileiros.

Estima-se, no entanto, que apenas 1% dos 290 mil dentistas do país já tenha  utilizado a tecnologia que também promete trazer benefícios, como a redução no tempo de tratamento, das consultas e de confecção de peças ortodônticas e maior precisão nas etapas dos tratamentos.

Método 

Com a odontologia digital, o modelo da boca é uma imagem tridimensional .STL gerada por software CAD/CAM e coletada por um scanner intraoral. O arquivo .STL pode ainda ser mesclado no CAD/CAM com a tomografia da arcada do paciente em formato DICOM, dando ao dentista uma visão detalhada da cavidade bucal, da mandíbula, do maxilar e das raízes. 

Na implantodontia, o 3D permite planejar com precisão a disposição dos implantes a partir da tomografia e a necessidade de enxertos ósseos. Com a tecnologia de escaneamento intra oral é possível unir os exames e projetar guias cirúrgicas precisas, o que dá à cirurgia maior segurança e assertividade.

“Se, por exemplo, o paciente tiver um escaneamento anterior e perder os dentes, as próteses poderão ser fresadas exatamente como os dentes originais”, afirma Danilo Henrique, sócio-diretor da Dental Factory.

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