Detecção precoce

Novos autotestes para HIV ganham registro da Anvisa

Os procedimentos podem detectar o vírus por meio da saliva

15:54 · 19.12.2017
análise da saliva
o autoteste para HIV ,com fluido oral, só é eficiente se feito 3 meses depois da exposição ao vírus ( Foto: Divulgação )

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou os dois primeiros autotestes para HIV que utilizam exclusivamente fluido oral, obtido na cavidade bucal perto da gengiva, para detectar o vírus que causa a Aids. Os dois produtos são de empresas brasileiras. 

Os autotestes aprovados pela Anvisa são o 'HIV Detect Oral' e o 'Saliteste'. Nos dois casos, o teste é feito com a coleta do fluido oral em uma tira de teste e o uso do diluente que vem com o produto. O resultado pode ser lido em cerca de 20 minutos.  Porém, esses testes só conseguem detectar o HIV, depois de um certo tempo. Isso acontece por causa da janela imunológica, que é o tempo entre a infecção e a produção dos anticorpos que são detectados pelo teste. Esse tempo varia de pessoa para pessoa podendo variar de 30 dias a 3 meses. 

Assim, o autoteste para HIV com fluido oral só é eficiente se feito 3 meses depois da exposição ao vírus. Em maio deste ano, a Anvisa já havia autorizado o primeiro teste de farmácia para HIV, que utiliza uma gota de sangue e tem uma janela imunológica menor. 

Somente em 2016, a Aids provocou no Brasil 12.366 mortes, com um avanço nas mortes entre homens na faixa etária de 20 a 24 anos. A principal via de contágio é a via sexual e o uso de preservativo ainda é a forma mais eficaz de se proteger. 

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