Aprovado pela Anvisa

Novo tratamento para câncer de pulmão

O novo tratamento se aplica apenas a pacientes específicos e poderá substituir a quimioterapia

12:45 · 19.06.2017

O câncer de pulmão já tem um novo tratamento como aliado. É que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (19), o Keytruda, que será indicado como primeira linha para quem tem um tumor classificado como de não pequenas células (85% dos casos).

Segundo dados apresentados recentemente durante congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO), 61% dos pacientes do grupo que utilizaram o pembrolizumabe (nome científico do tratamento), permaneceram vivos aos 18 meses de procedimento, em comparação com 43% do grupo da quimioterapia.

A nova terapia reduziu em 37% o risco de morte por qualquer causa. Além disso, 30% dos pacientes que com os tumores específicos apresentam altos níveis da proteína PD-L1. É esse grupo que poderá ser beneficiado pela nova terapia.

O Keytruda tem menos efeitos colaterais quando comparado à quimioterapia. Em um estudo comparativo, 26,6% dos pacientes tratados com ele tiveram eventos adversos graves, enquanto os que utilizaram quimioterapia apresentaram uma taxa duas vezes maior.

Outros tratamentos

Atualmente, o pembrolizumabe é utilizado no país nos cuidados com o melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. A terapia também está sendo estudada em mais de 30 tipos de tumores.

A revista Science publicou bons resultados com o Keytruda: pacientes com tumores de pâncreas, próstata, útero ou ósseo, apresentaram resultados satisfatórios ao serem tratados com o pembrolizumabe. 

É a primeira vez que um grupo tão diverso de doentes, mas com um perfil genético semelhante, se beneficia do mesmo tratamento.

Depois de tomar pembrolizumabe, os tumores dos pacientes acompanhados diminuíram substancialmente e se estabilizaram. Os médicos observaram ainda que, em 18 dos 66 pacientes, os tumores desapareceram e não retornaram.
 
Os resultados foram tão impressionantes que a FDA, agência americana que regula alimentos e medicamentos, aprovou o Keytruda para pessoas que com a mesma alteração genética

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