Esforços repetitivos

Mulheres são as principais vítimas da bursite nos quadris

Escoliose, músculos enfraquecidos e artrite reumatoide são fatores de risco

09:00 · 25.03.2018
dor nos quadris
Dor e o inchaço são as principais manifestações clínicas da bursite ( Foto: Divulgação )

Afetando 15% das mulheres e 8,5% dos homens adultos em qualquer idade, a bursite trocantérica pode ocasionar dores incapacitantes. A doença quando manifestada nos quadris está ligada aos esforços repetitivos impostos por alguns esportes, como a corrida e o ciclismo, assim como ao encurtamento dos músculos da região lateral do quadril e das coxas.

Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, há outros fatores ligados à bursite trocantérica. “A escoliose, o comprimento desigual de uma das pernas, músculos enfraquecidos, artrite reumatoide e depósitos de cálcio e hiperuricemia (ácido úrico elevado) também são fatores de risco, assim como traumas ou cirurgias na região dos quadris”.

A bursa é uma espécie de saco que contém uma substância gelatinosa. “As bursas estão presentes nas articulações do corpo humano, incluindo os quadris. A principal função é amortecer o impacto entre os ossos e os demais tecidos. A bursite nos quadris acontece quando as bursas trocantéricas, localizadas no trocânter maior (parte superior do fêmur) inflamam”, comenta a especialista.

Principais sintomas

A dor e o inchaço são as principais manifestações clínicas da doença. “A dor da bursite é bem característica. Ela costuma piorar ao subir escadas, levantar-se de uma cadeira, cruzar as pernas, caminhar, depois de ficar longos períodos de pé. À noite, se a pessoa se deitar de lado sob o quadril afetado, a dor pode ser ainda mais intensa”, comenta Walkiria.

O diagnóstico é feito pelo médico ortopedista, que ao pressionar os quadris no exame físico já poderá suspeitar da bursite. A confirmação é feita por meio de exames de imagem, como o ultrassom e a ressonância magnética.

Alívio da dor

O tratamento inicialmente, é conservador, ou seja, feito com fisioterapia e medicamentos anti-inflamatórios. As compressas de gelo são recomendadas para reduzir a inflamação. Além disso, o fisioterapeuta usa outros recursos, com o ultrassom, o laser, estimulação elétrica percutânea (TENS), entre outros.

De acordo com Walkiria, depois que o quadro doloroso for controlado e que a inflamação diminuir, é importante restaurar a amplitude de movimento do quadril, assim como fortalecer os músculos da região, melhorar a propriocepção, o equilíbrio e a marcha (padrão de caminhada). “Como o encurtamento do quadril é uma das principais causas da bursite, é fundamental fazer um trabalho de alongamento da musculatura lateral dos quadris e das coxas”. Na fase final da reabilitação, a ideia é que o paciente retome suas atividades e não sinta mais dores.

Prevenção 

A profissional orienta algumas dicas para prevenção da doença. "Evite esportes ou atividades que promovam esforços repetitivos, como corridas ou ciclismo. Para praticar estes esportes é preciso um bom condicionamento físico e um fortalecimento muscular da região dos quadris e da coluna. Além disso, mantenha o peso adequado para a sua composição corporal". Evitar dormir de lado, pelo menos durante as crises e monitorar os níveis de ácido úrico e cálcio também são recomendados. 

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