conscientização

Melanoma é o câncer de pele com menor incidência, mas com alta taxa de mortalidade

Esse tipo de câncer apresenta alto risco de propagação para outros órgãos

12:00 · 17.05.2018 / atualizado às 11:02 · 21.05.2018
melanoma
O diagnóstico do câncer de pele melanoma começa após a identificação de uma pinta suspeita na pele ( Foto: Divulgação )

Em maio, mês de combate ao melanoma, médicos, pacientes e sociedade civil ao redor do mundo se unem para conscientizar sobre a prevenção e diagnóstico precoce dessa doença. O câncer de pele é o mais incidente na população mundial e, no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 165 mil novos casos da doença só em 2018.

O melanoma, que corresponde a 5% dos cânceres de pele, é menos frequente, porém o mais agressivo, apresentando alta taxa de mortalidade. Segundo o INCA, o número de novos casos de melanoma vem aumentando e, anualmente, são registrados 6.260 novos casos da doença e 1.547 óbitos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 55 mil pessoas morram por melanoma todos os anos, o que representa seis mortes por hora. A doença é de difícil tratamento em casos avançados. Dr. Elimar Gomes, dermatologista, aponta que o diagnóstico precoce colabora para um melhor prognóstico da doença. “É importante que o melanoma seja identificado o quanto antes. Quando iniciado cedo, o tratamento tem melhores resultados e maior chance de manter a doença controlada. Se detectado no estágio inicial, as chances de cura podem ser superiores a 90%”, aponta o médico.  

O diagnóstico do câncer de pele melanoma começa após a identificação de uma pinta suspeita na pele que, na maioria das vezes, é retirada por meio de uma pequena cirurgia (biopsia) e confirmado pelo exame anatomopatológico. Caso seja necessário, exames de imagem como raio-X, tomografia e ressonância magnética podem ser solicitados para avaliar se a doença se instalou em outra parte do corpo.

A doença pode afetar órgãos como cérebro, pulmões, ossos ou fígado, causando sérios danos à saúde. Cerca de 40% dos pacientes evoluem para metástase cerebral e estima-se que apenas 20% dos pacientes de estágio avançado sobrevive por cinco anos. Nesses casos, são necessárias opções de tratamento para pacientes que apresentam essas progressões da doença.

Prevenção e diagnóstico

Raios ultravioletas, naturais ou artificiais, podem levar à danificação do DNA e são responsáveis por até 90% dos casos de melanoma - especialmente na pele clara e com muitas pintas (ou nevos). A única maneira de prevenção do câncer melanoma é evitar a exposição a raios UV utilizando protetores solares e barreiras físicas como roupas apropriadas, chapéus e óculos escuros. 

Além de consultas anuais ao dermatologista, Dr. Elimar reforça atenção aos sinais do corpo. “Os primeiros sinais do câncer melanoma são pintas – no caso dessa doença, mais comuns nas pernas das mulheres e no tronco dos homens. É essencial saber diferenciar as inofensivas das suspeitas”. Apesar de o melanoma aparecer em diferentes condições, o especialista recomenda seguir a regra chamada ABCDE para avaliar as machas do corpo:

Assimetria: “Trace uma linha imaginária no centro da pinta e avalie se os dois lados são iguais. Pintas assimétricas precisam ser investigadas”.

Bordas irregulares: “Pintas inofensivas geralmente têm bordas uniformes. Aquelas com bordas irregulares devem ser avaliadas.”

Cor: “Muitas vezes as pintas não têm uma coloração uniforme, e isso pode não ser um problema. Observe com mais atenção aquelas que mudam de cor ou que apresentam cores inusitadas como as brancas, cinzas, vermelhas ou azuis”.

Diâmetro: “Todas a pintas com mais de 6 milímetros devem ser analisadas”.

Evolução: “Todas as pintas já existentes precisam ser acompanhadas para avaliar possíveis mudanças de tamanho, forma ou cor. É recomendado que as pessoas com muitas pintas pelo corpo façam mapeamento com dermatoscopia digital”.

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