Atenção ao enfermo

Médico de Família e Comunidade resolve 90% dos problemas apresentados pelos pacientes

A especialidade oferece cuidados centrados ao paciente e não somente à doença

07:00 · 05.12.2017
médico de família
No Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento do Médico de Família e Comunidade normalmente acontece nas Equipes de Saúde da Família (ESF) ( Foto: Divulgação )

O Dia Nacional do Médico de Família e Comunidade é comemorado em 5 de dezembro, data de fundação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), entidade que representa os médicos que atuam na Atenção Primária à Saúde. Essa especialidade médica atua tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto em serviços privados, oferecendo cuidados centrados na pessoa e não na doença, com capacidade de solucionar quase todos os problemas apresentados pelos pacientes nas consultas sem a necessidade da avaliação por outras especialidades médicas.

“Os médicos de família e comunidade (MFCs) estão espalhados em todo o país e atuam cuidando dos problemas mais comuns na comunidade, focados não apenas nas doenças, mas também oferecendo serviços de prevenção, cura e reabilitação para maximizar a saúde e o bem-estar. Integram os cuidados quando há mais de um problema de saúde e lidam com o contexto no qual a doença existe, sabendo que este contexto é determinante no surgimento dos problemas e nas respostas que as pessoas oferecem para eles. Além disso, organiza e racionaliza o uso dos recursos para promoção, manutenção e melhora da saúde”, explica Thiago Trindade, presidente da SBMFC.

O nome Medicina de Família e Comunidade não é universal. Outros países utilizam denominações como “clínico geral”, “médico de cabeceira”, “médico de família”, “médico geral e familiar”. No Brasil, estes especialistas adotaram a sua denominação com base na sua história de atuação junto às comunidades e famílias, de forma abrangente e considerando os problemas mais prevalentes em cada local.

No SUS, o atendimento normalmente é nas Equipes de Saúde da Família (ESF), estratégia adotada pelo Ministério da Saúde há mais de 20 anos para reorientar o modelo de atenção à saúde da população a partir da atenção primária. As equipes são multidisciplinares, formadas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos ou auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde que, junto as comunidades, desenvolvem ações de prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento e reabilitação de doenças. Atualmente existem cerca de 40 mil Equipes de Saúde da Família implantadas no país. A execução da ESF é compartilhada pelo governo federal, estados, Distrito Federal e municípios.

Nos últimos anos, diversas operadoras de saúde implementaram a Atenção Primária em sua cartela de serviços oferecidos aos usuários, a partir da contratação de médicos de família e comunidade com o objetivo de proporcionar um atendimento ao mesmo tempo efetivo e mais humanizado, que também reduz custos operacionais ao ter profissionais bastante resolutivos que evitam encaminhamentos e exames ou procedimentos desnecessários por considerar sempre o  histórico de vida da pessoa e o ambiente que a cerca, evitando sobrediagnósticos e efeitos adversos de ações médicas sem indicação correta.

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