Dados científicos

Medicina personalizada mostra avanços no tratamento de pacientes com câncer de pulmão

Três análises clínicas demonstram resultados positivos relacionados à enfermidade

17:00 · 08.06.2018
Câncer de pulmão
O câncer de pulmão é um dos tipos mais agressivos, devido às suas inúmeras mutações ( Foto: Divulgação )

A Sociedade Americana de Oncologia Clínica divulgou novos estudos que contribuem com o avanço na descoberta e tratamento do câncer. Os tumores de pulmão tiveram destaque, principalmente, pelo desafio global de diminuir as taxas de mortalidade – a sobrevida dos pacientes, nos cinco primeiros anos contados após o diagnóstico, é baixa na maioria das populações do mundo, com média de 10% a 15%.

O câncer de pulmão é um dos tipos mais agressivos, devido às suas inúmeras mutações. Em vista disto, três novos estudos confirmaram a possibilidade da personalização - tratamento de cada caso como único -, ser usada como primeira opção de terapia.

Fase metastática

O estudo ALEX demonstrou que a molécula alectinibe ajudou pessoas com câncer de pulmão de não pequenas células, na fase metastática a viverem uma média de quase três anos sem agravamento da doença ou óbito.

Os dados significam que, a partir do momento em que o paciente inicia o tratamento focado na mutação, o risco de progressão da doença ou morte diminui em 57% em pacientes tratados com a droga.

Tipo escamoso

Já a pesquisa IMpower131, de fase III, demonstrou que a imunoterapia pode ajudar pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células do tipo escamoso, responsável por cerca de 40% dos tumores malignos no órgão, em estágio avançado.

Como primeira opção de tratamento, o atezolizumabe associado à quimioterapia reduziu o risco de piora da doença ou morte em 29% em comparação com a quimioterapia isolada, considerada terapia padrão.

Mestástase no fígado 

O estudo IMpower150, de fase III, mostrou que a imunoterapia e a terapia-alvo somadas a quimioterapia podem ajudar todos os pacientes em tratamento de primeira linha com câncer de pulmão.

Os dados demonstraram que a combinação de atezolizumabe, bevacizumabe e quimioterapia aumentaram de forma significativa o tempo de vida dos pacientes, de 14,7 meses para 19,2. Sobretudo em pacientes com alterações genéticas e metástases no fígado, que são de difícil controle e normalmente mais graves, com poucas opções de tratamento.

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