Contaminação

Jalecos de mangas curtas são mais seguros, aponta pesquisa

A vestimenta de mangas compridas pode ser meio de transmissão de patógenos

08:00 · 06.05.2018
jaleco
Pesquisa comparou o uso das mangas compridas e curtas em diferentes cenários de interação com pacientes ( Foto: Divulgação )

Imagine um médico. Provavelmente na sua mente ele estará vestindo um jaleco branco de mangas compridas. Porém, a roupa tradicional pode não ser a mais adequada. Estudos mostram que os jalecos, especialmente de mangas compridas, são meios de transmissão de patógenos e outras pesquisas indicam que um modelo de mangas curtas poderia reduzir esse risco.

O Reino Unido, por exemplo, já adota desde 2007 uma política de jalecos acima dos cotovelos. Um estudo publicado recentemente na Infection Control and Hospital Epidemiology apoia a prática. A experiência comparou o uso das mangas compridas e curtas em diferentes cenários de interação com pacientes.

Um grupo de 34 profissionais de saúde vestiu as duas versões da vestimenta e examinou manequins em camas de hospital. O peito e as costas dos manequins foram propositalmente contaminados com o vírus do mosaico da couve-flor, que não apresenta risco parta humanos. O exame durava cerca de 2 minutos e incluía procedimentos padrão como toque no abdômen e auscultar.

Após o exame, os participantes lavavam as mãos por 30 segundos e trocavam as luvas antes de examinar um segundo manequim, não contaminado. O jaleco usado nos dois exames era o mesmo.

Os pesquisadores então testaram a presença de patógenos nas mangas dos jalecos e nos manequins inicialmente não contaminados. O teste foi feito com os dois modelos de jaleco.

O resultado observado foi que o jaleco com mangas compridas promoveu mais contaminação. As mangas compridas dos jalecos tocaram os pacientes e os móveis do entorno, como cama, mesa de cabeceira e cortinas, em 44% das interações de exame.

Dados epidemiológicos do Reino Unido logo após a implementação da mudança de vestimenta já mostravam a maior segurança das mangas curtas. Segundo o agência de vigilância sanitária britânica, os casos de contaminação hospitalar caíram 10% nos três primeiros meses após o início do protocolo em comparação com o ano anterior.

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