Tratamento

Incontinência urinária não deve ser considerada normal, segundo especialista

A doença é caracterizada pela perda involuntária de urina, que pode gerar dificuldade no convívio social

09:00 · 12.03.2018
incontinência urinária
Estima-se que a chance de apresentar incontinência urinária após os 70 anos seja de quatro a cinco vezes maior do que na faixa etária de 20 a 40 anos ( Foto: Divulgação )

Na próxima quarta-feira, dia 14 de março, se celebra o Dia Mundial da Incontinência Urinária. Em vista disso, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) esclarece que a idade é um fator de risco importante, mas não deve ser encarada como normal em nenhuma faixa etária, porque pode ser tratada na grande maioria dos pacientes.

Estima-se que a chance de apresentar incontinência urinária após os 70 anos seja de quatro a cinco vezes maior do que na faixa etária de 20 a 40 anos. Além da idade, outros fatores aumentam o risco de apresentar incontinência urinária como o diabetes, o tabagismo e a presença de doenças neurológicas. Nas mulheres, múltiplas gestações e partos mal assistidos também são causas do surgimento da doença.

A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina, que pode gerar dificuldade de convívio social. As causas podem ser: alterações na estrutura do assoalho pélvico, genéticas, por bexiga hiperativa, por lesões medulares ou doenças do sistema nervoso.

Existem três tipos básicos de incontinência. A de esforço ocorre quando há perda de urina ao tossir, rir, fazer exercício, entre outros. Já a de urgência ocorre quando há súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo ao banheiro. A incontinência mista é a associação dos dois tipos anteriores.

A maior parte dos casos de incontinência urinária é a de esforço. Casos leves a moderados podem ser tratados com fisioterapia, medicamentos, uso de slings – um tipo de malha cirúrgica que melhora a sustentação da uretra – e injeções endoscópicas. Para alguns casos de incontinência urinária mais grave em ambos os sexos e após prostatectomia (em homens), pode ser necessária a colocação de uma prótese, chamada de esfíncter urinário artificial.

“Ter hábitos de vida saudáveis e fazer exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico são medidas para prevenir a doença. Vale ressaltar que esta é caracterizada pela perda involuntária de urina, e não pela frequência de idas ao banheiro”, explica o chefe do Departamento de Disfunções Miccionais da SBU, Carlos Sacomani.

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