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Guia de triagem para vacinação contra a febre amarela é lançado

Protocolo inédito tem o objetivo de auxiliar o aumento da cobertura vacinal

16:00 · 06.04.2018
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O Brasil enfrenta desde o fim de 2016 o maior surto de febre amarela silvestre da nossa série histórica ( Foto: Divulgação )

As Sociedades Brasileiras de Imunizações (SBIm), Medicina Tropical (SBMT), Infectologia (SBI),  Reumatologia (SBR) e Pediatria (SBP) publicaram uma Carta Aberta e uma Nota Técnica sobre a vacinação contra a febre amarela. O objetivo é auxiliar no aumento da cobertura vacinal, ainda insuficiente para impedir a expansão da doença e evitar a possibilidade de reurbanização do vírus. 

Além de dados que atestam a segurança da vacina e a eficácia das doses fracionadas, estratégia considerada fundamental pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a contenção de surtos que demandam vacinação em massa em um curto período de tempo, o documento inclui um protocolo inédito para orientar os profissionais que atuam na triagem a definir quem pode ou não ser vacinado. Hoje, infelizmente, oportunidades de vacinação ainda são perdidas por conta de falsas contraindicações ou por encaminhamentos desnecessários aos médicos.

Guia

Encaminhado para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, o guia contém 15 tópicos que incluem perguntas sobre o uso de medicamentos, presença de determinadas enfermidades e histórico de alergia grave ao ovo ou a algum dos componentes da vacina. É importante destacar que a idade acima de 60 anos, por si só, não impede a vacinação. Recomenda-se precaução apenas porque as chances de haver alguma condição que de fato contraindique a vacina são superiores nesta faixa etária. 

Outro ponto a ser esclarecido é o que diz respeito às gestantes e mulheres amamentando crianças com menos de seis meses. Apesar de não ser indicada em situações normais por conta do risco de transmissão do vírus vacinal para o feto/bebê, a vacina pode ser benéfica para moradoras de locais onde houve confirmação do vírus em humanos ou outros primatas. Nesses casos, a decisão cabe somente ao pediatra, que também deverá dar as devidas instruções à paciente. 

Febre amarela

O Brasil enfrenta desde o fim de 2016 o maior surto de febre amarela silvestre da nossa série histórica, iniciada na década de 1930. De dezembro daquele ano a maio de 2017 foram confirmados 792 casos e 274 mortes da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde (MS).

Entre 01 de julho de 2017 e 27 de março de 2018, ainda segundo a pasta, houve outros 1.131 casos e 338 mortes.  Para tentar controlar a situação, o governo vem ampliando gradativamente as áreas com recomendação de vacinação — até junho de 2019 todo o país será contemplado — e decidiu adotar a vacina fracionada em municípios dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. 

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