'Competição sonora'

Fonoaudióloga orienta sobre os cuidados com a voz durante o carnaval

Beber água e evitar comidas condimentadas podem preservar a saúde vocal

14:41 · 03.02.2018
Saúde da voz no carnaval
Em casos de rouquidão por mais de 15 dias, deve-se procurar ajuda profissional de médico ou fonoaudiólogo ( Foto: Divulgação )

O carnaval, marcado pela diversidade de músicas e sons, pode ser prejudicial à saúde da voz. Nesse período, o folião acaba forçando as cordas vocais, já que para conversar na folia, na maioria das vezes, é preciso falar alguns tons acima. A fonoaudióloga Karine Pontes, professora de perícia vocal do Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), alerta sobre a importância de ficar atento à saúde vocal durante a época festiva. 

“Isso de conversar alto com barulho em volta chamamos de ‘competição sonora’. Nessa situação, a voz é produzida com esforço e intensidade elevada. O ideal é se afastar um pouco do barulho, se quiser conversar, e ficar longe das caixas de som ou das bandas de frevo para conversar”, orienta. Outra dica é investir numa boa hidratação, que é essencial para o bom funcionamento vocal. 

De acordo com a professora, beber água é fundamental para todo o organismo, assim como para as pregas vocais, pois a hidratação faz com que a voz seja produzida de forma mais harmoniosa e sem esforço. “Deve-se também evitar comidas muito condimentadas, gaseificadas e muito ácidas para não favorecer o refluxo laringofaríngeo, que pode agredir as pregas vocais. Bebidas muito geladas devem ser evitadas por causa do choque térmico”, alerta Karine. 

Para melhorar a saúde da voz, é interessante também fazer aquecimento e desaquecimento vocal, que pode ser feito por qualquer pessoa, desde que haja orientação individual de um fonoaudiólogo. Outro fator importante é ficar atento a alguns sintomas, já que falar alto vários dias seguidos pode gerar desde fadiga até alguma lesão de prega vocal, surgindo queixa como a rouquidão. “Caso essa rouquidão persista por mais de 15 dias, deve-se procurar ajuda profissional de médico ou fonoaudiólogo”, recomenda. 

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