Exposição ao sol

Férias escolares exigem cuidado extra com crianças

Brincadeiras ao ar livre devem ser realizadas em horários específicos, evitando os momentos de pico solar

14:00 · 21.12.2017
crianças na praia
A exposição solar deve ser evitada entre 10h e 16h. Nesse período, predomina a radiação ultravioleta-B, que é responsável pelo desenvolvimento do câncer de pele ( Foto: Divulgação )

O período das férias escolares no Ceará é marcado pelo sol intenso. As altas temperaturas podem trazer sérias complicações à saúde como desidratação, queimaduras e envelhecimento precoce, além de provocar o câncer de pele. Com a estação, as crianças ficam mais expostas a esses riscos e os cuidados precisam ser redobrados em relação ao vestuário e ao tempo para ficar ao ar livre. 

As brincadeiras debaixo do sol devem ser realizadas em horários específicos, evitando os momentos de pico. Também é importante um equilíbrio entre a alta temperatura externa e o ar condicionado dos ambientes fechados. A exposição solar deve ser evitada entre 10h e 16h. Nesse período, predomina a radiação ultravioleta-B, que é responsável pelo desenvolvimento do câncer de pele. 

"Até às 10h e após às 16h, a exposição solar pode ser feita, mas sempre com o uso do filtro solar, roupa apropriada e chapéu. E, nas crianças maiores, óculos de sol. O ar condicionado deve ser utilizado com cuidado, principalmente se a criança ficar entrando e saindo do ambiente refrigerado”, alerta a Dra. Silmara Cestari, presidente do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo. 

Além da desidratação e da diarreia, os problemas mais frequentes em crianças durante o verão, também é comum o surgimento de doenças de pele como miliária (a popular brotoeja) - decorrente do suor, micoses devido à exposição mais frequente aos fungos e larva migrans (conhecida como bicho-geográfico) ocasionada pela penetração na pele de vermes vindos das fezes de cachorros e gatos em terrenos arenosos. Reações de hipersensibilidade a picadas de insetos também podem surgir. 

Para que esses efeitos nocivos e doenças sejam evitados, é ideal a ingestão sistemática de água e sucos, o consumo de alimentos leves como verduras e frutas, o uso de roupas com tecidos finos de algodão e cores claras, que armazenam menos calor, além do cuidado frequente da pele com o uso do filtro solar. “O protetor deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição solar, para que possa penetrar e agir adequadamente, e deve ser reaplicado a cada duas horas e sempre que a criança sair do mar ou da piscina”, orienta a dermatologista. 

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