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Exercícios para todos

Exercícios físicos trazem benefícios a todas as pessoas, e para aquelas incluídas em grupos especiais as vantagens são ainda mais visíveis.

04:44 · 01.09.2018 / atualizado às 09:26 por CREF5

Se os exercícios físicos trazem benefícios a todas as pessoas, para aquelas incluídas em grupos especiais as vantagens são ainda mais visíveis. Quem esclarece como se definem os grupos especiais é o profissional de Educação Física Vicente Cristino, que tem diversas especializações na área, é Mestre em Educação Especial e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), do Centro Universitário Estácio-FIC e da Sociedade de Assistência aos Cegos, dentre outras funções.

“Quando falamos de atividade física adaptada estamos direcionando os nossos trabalhos de reabilitação e de habilitação para as pessoas com deficiência motora, visual, auditiva, intelectual, múltiplas e TEA (Transtorno do Espectro Autista). Quando falamos de Educação Física Especial, o trabalho é direcionado para deficiências orgânicas com os transplantados, os diabéticos, os hipertensos, as pessoas com doenças mentais etc.”, explica o docente.

Sempre saudável

Daí a importância de a atividade física acompanhada pelo profissional de Educação Física na vida dessas pessoas acontecer desde a fase escolar, ressalta Felipe Nogueira Catunda, Especialista em Fisiologia do Exercício e Coordenador escolar, Presidente e técnico da Associação D’Eficiência Superando Limites (Adesul) e Conselheiro do CREF5.

Ele orienta que o profissional deve analisar o quadro clínico do estudante, visualizando seu potencial e fazendo aulas atrativas tanto para o aluno com deficiência quanto para o aluno sem deficiência. “Na escola, além de trabalhar a parte física, trabalhamos a socialização, a integração e a quebra da discriminação, contribuindo com a inclusão de todos”, frisa Vicente Cristino.

Uma das estratégias destacadas por Felipe Catunda é a inclusão reversa: todos os alunos podem vivenciar uma modalidade paralímpica, como o vôlei sentado, da mesma forma que o aluno com deficiência pode vivenciar outra modalidade esportiva na qual não tenha a sua deficiência. “Assim, você vai conseguir mostrar e quebrar barreiras e paradigmas contra a questão da inclusão ou da exclusão", evidencia o gestor da Adesul.

Da mesma forma se dá a importância da inserção da atividade física na fase adulta. “Muitas pessoas dos grupos especiais adquirem a deficiência ou a doença em sua fase adulta, a partir de seus hábitos de vida ou algum acidente. Eles acabam descobrindo essas modalidades ou a prática de atividades físicas, se descobrindo e vendo os benefícios”, complementa Felipe Catunda.

Acessibilidade

Vicente Cristino lembra que, para elaborar uma atividade para pessoas com deficiência, o professor tem que ter conhecimento da importância da atividade física e esportiva e também sobre acessibilidade, deficiência e inclusão. “O professor frente a uma pessoa com deficiência tem que ter conhecimento das limitações e das capacidades dela”, argumenta o Mestre em Educação Especial. Ele dá o exemplo de uma turma com um aluno com deficiência visual em que o docente pode estimular que todos tenham um olhar para o colega deficiente não como um doente ou um inválido, mas que possam olhá-lo como colega.

“Na sala de aula, em vez da escrita em negrito, ele vai escrever utilizando o Braille. Nas atividades de corridas, ele vai necessitar de um guia. Nas aulas de natação, necessitará apenas das raias. Para cada aluno que tenha uma deficiência, o professor precisa fazer adaptações, nunca deixar de fora ou dispensar das aulas de Educação Física”, detalha Vicente Cristino.

Benefícios das atividades físicas para pessoas de grupos especiais

Físicos: Agilidade, equilíbrio, força muscular, coordenação motora, resistência física, melhora das condições órgano-funcional (aparelhos circulatório, respiratório, digestório, reprodutor e excretor), da velocidade, do ritmo; possibilidade de acesso à prática do esporte e esportes paralímpicos; recreação, lazer, reabilitação, habilitação e competição; prevenção de deficiências secundárias; promoção e encorajamento do movimento, desenvolvimento de habilidades motoras e funcionais para melhor realização das atividades de vida diária.

Psíquicos: Melhora da autoestima, aumento da integração social, redução da agressividade, estímulo à independência e à autonomia, experiência com as possibilidades, potencialidades e limitações, vivência de situações de sucesso e de frustração, motivação para atividades futuras, desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas, entre outros.

FONTE: Vicente Cristino, Formado em Educação Física. Especialista em Atividade Motora Adaptada. Especialista em Orientação e Mobilidade, Especialista em Psicomotricidade. Mestre em Educação Especial. Professor da Unifor no curso de Educação Física com disciplina em Atividade Física Adaptada e responsável pelo projeto de exercícios adaptado no Nami/Unifor e professor do Centro Universitário Estácio.

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