Pesquisa internacional

Exame de sangue consegue prever parto prematuro, segundo estudo

O teste possui até 80% de precisão

14:00 · 08.06.2018
Parto prematuro
O nascimento prematuro é a principal causa de morte entre as crianças antes dos cinco anos em todo o mundo ( Foto: Divulgação )

Pesquisadores americanos e dinamarqueses afirmaram nesta quinta-feira (7) o desenvolvimento de um exame de sangue acessível que pode prever com até 80% de precisão se uma mulher grávida dará à luz prematuramente

Embora mais pesquisas sejam necessárias antes que o teste esteja pronto para uso generalizado, especialistas dizem que ele tem o potencial de reduzir complicações nos 15 milhões de nascimentos prematuros por ano em todo o mundo.

O teste também pode ser usado para estimar a data do parto de forma "tão confiável quanto e menos dispendiosa do que a ultrassonografia", disse o estudo publicado na revista "Science".

O procedimento mede a atividade dos genes materno, placentário e fetal, avaliando os níveis de RNA livre de células, que são moléculas mensageiras que transportam as instruções genéticas do corpo.

"Descobrimos que um punhado de genes são altamente capazes de prever quais mulheres correm risco de parto prematuro. Este é o primeiro progresso científico real e significativo sobre este problema em muito tempo", disse o coautor sênior Mads Melbye, professor visitante da Universidade de Stanford.

Antes do previsto 

O nascimento prematuro, que ocorre quando o bebê chega pelo menos três semanas antes da data prevista, afeta 9% dos nascimentos nos EUA e é a principal causa de morte antes dos cinco anos entre as crianças em todo o mundo.

Já existem alguns testes para prever o nascimento prematuro, mas eles tendem a funcionar apenas em mulheres que apresentam um alto risco, e são precisos apenas cerca de 20% das vezes, de acordo com o estudo.

Para desenvolver o teste, os pesquisadores examinaram amostras de sangue de 31 mulheres dinamarquesas para identificar quais genes davam sinais confiáveis sobre idade gestacional e risco de prematuridade.

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