Gestação

Especialista aponta os benefícios do parto normal

Recuperação rápida é uma das principais causas de escolha do método

13:00 · 09.12.2017
parto normal
Irene Moltini, 18, optou pelo parto normal do seu primeiro filho ( Foto: Roberta Martins )

Muitas mulheres estão optando pelo parto normal/vaginal atualmente. As vantagens desse método vão desde a recuperação materna, com volta precoce as atividades do dia-a-dia, até mesmo a diminuição de risco de complicações tanto para a mãe como para o bebê. Dr. Marcos Alencar, obstetra da Equipe Bem Viver, tira algumas dúvidas sobre o assunto e orienta as mulheres que desejam realizar o procedimento. 

Preparação

"Costumo dizer que o parto deve ser desejado e preparado desde a primeira certeza da gestação, ou seja, no resultado do beta-HCg. Ele deve ser construído dentro da família e trabalhado todo pré-natal, com isso a parturiente irá passar pelo período de forma mais tranquila", afirma Alencar.

Anestesia

O médico orienta formas de amenizar a dor no momento do parto. "O parto natural pode ter Analgesia e não Anaestesia. Essa analgesia pode ser tanto farmacológica como não-farmacológica. A opção que não utiliza remédios vai desde banhos em água aquecida, massagens relaxantes, presença de apoio contínuo durante todo o processo do parto, através das doulas, por exemplo".

Além da utilização de métodos mais fisiológicos, outros recursos podem ser necessários em alguns casos. "Um protocolo canadense de uso do Tramal Intramuscular não necessita de uma intervenção mais agressiva e não alteramos, nem modificamos a liberdade da paciente. outro método farmacológico é a peridural ou raquianalagesia, porém ambos procedimentos necessitam de monitorização continua, ambiente cirúrgico, e algumas vezes pode atrapalhar a mobilidade da paciente e fazer com que o parto se torne um pouco mais lento", alega.

Necessidade 

A família e a gestante precisam conhecer as indicações absolutas da cesariana. Dentre as principais, estão o desprendimento da placenta do útero, pouco frequente, e que está intimamente relacionado à alterações pressóricas na gravidez. Outro indicador seria a Placenta Previa Centro total. "Temos este diagnóstico no final do segundo trimestre. A placenta se localiza ocluíndo todo orifício interno do colo, fechando a passagem do feto. Nesses casos, o bebê só ira nascer por via abdominal/cesariana".

A terceira indicação é se o bebê apresentar posição transversa/côrmica/atravessado. "Essa é uma distorcia de acomodação e nessa posição infelizmente o bebê também não irá nascer pela via baixa, vaginal/normal". Os demais indícios são relativos em cada gestação, podendo estar relacionado a apresentação pélvica (bebê sentado), cesariana anterior, circular de cordão, pouco ou muito líquido, diabetes e hipertensão.

"Devemos avaliar com cuidado, todas essas outras indicações de cesariana. Durante o parto elas se dão por parada de progressão, conhecida como "não tive passagem", porém esse diagnóstico é dado quando o trabalho de parto não evolui. Após realizarmos algumas manobras e o parto realmente não evoluir, faremos o parto abdominal". Os sofrimentos fetais, a depender do grau e da evolução do parto, pode necessitar um cesariana também, porém o mais importante é sempre respeitar à autonomia materna", afirma Dr. Marcos.  

O médico atribui a uma equipe multidisciplinar a missão de apoiar e garantir o conforto. "Nós médicos e Equipe Do Bem Viver orientamos e trabalhamos na assistência ao parto hospitalar, pois temos a garantia de que se necessitarmos de qualquer intervenção seja ela simples ou mesmo um procedimento cirúrgico, acontecerá de forma mais rápida, ágil e segura". 

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