Alerta

Doenças já erradicadas tendem a retornar devido baixa adesão às vacinas

Levantamento do Ministério da Saúde identificou que todas as vacinas indicadas para crianças com menos de um ano não alcançaram a meta

09:00 · 01.07.2018
Vacina
A vacinação é um dos melhores métodos para prevenir as principais doenças infectocontagiosas da infância ( Foto: JL Rosa )

Os índices da cobertura vacinal de bebês e crianças tiveram nova queda em 2017 e atingiram o nível mais baixo do país nos últimos 16 anos. O levantamento do Ministério da Saúde identificou que todas as vacinas indicadas para crianças com menos de um ano não alcançaram a meta. A informação causa preocupação aos especialistas que têm identificado o aumento da ocorrência de algumas doenças, como o sarampo.

Entre muitas possíveis justificativas, está o crescimento de movimentos antivacina que ameaça os resultados conquistados nos últimos anos pelas campanhas de imunização, e podem contribuir no retorno de doenças que foram erradicadas ou que já estão controladas no Brasil e no mundo. Para orientar pais e responsáveis pelas crianças, a Dra. Renata Coutinho, infectologista do Hospital Rios D’Or, esclarece dúvidas sobre vacinação, reforçando a importância de manter o calendário vacinal atualizado.

Infância protegida 

A vacinação é um dos melhores métodos para prevenir as principais doenças infectocontagiosas da infância. E, além de ter benefício individual, existe um grande benefício coletivo, pois diminui a circulação dessas doenças na população em que essas crianças convivem. 

Contraindicação 

Não devem ser vacinadas crianças que têm comorbidade específica, imunodeficiência, portadora de HIV, transplantado de medula, doença renal crônica e transplantado de órgão sólido. Além disso, placas ou pintas no corpo até 24 horas depois a vacinação podem indicar, convulsão com ou sem febre e alguma dificuldade motora. A criança deve ser encaminhada ao serviço de emergência e/ou ao médico pediatra.

Durante o dia 

Do ponto de vista prático, o melhor período para vacinar crianças seria pela manhã, pois, assim, os pais teriam o dia inteiro para observá-las. De noite, todos estão dormindo. Mas não é um procedimento que exija o acompanhamento dos pais o dia todo. 

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