Pele avermelhada

Dermatite atópica está associada à rinite e asma

A doença caracteriza-se por um processo inflamatório da pele com intervalos entre as crises

15:00 · 18.04.2018 / atualizado às 17:25
Dermatite
Levantamentos apontam que metade das pessoas com dermatite atópica sofre também com ansiedade ou depressão ( Foto: Divulgação )

Considerada crônica, a dermatite atópica (DA) tem origem genética e caracteriza-se por ser um processo inflamatório da pele que causa vermelhidão e coceira com intervalos entre as crises. A doença é mais comum na infância, com início após os três meses de idade, mas em adultos pode estar associada com rinite e asma, conhecidas como doenças alérgicas.

No bebê as lesões predominam na face (bochechas), pescoço, couro cabeludo e ocasionalmente no resto do corpo. Em crianças maiores, adolescentes e adultos a DA atinge as dobras dos braços e pernas, face (em pálpebras) e pescoço.

Dados 

A dermatite atópica afeta até 20% das crianças e cerca de 3% dos adultos. 60% dos casos de DA ocorrem no primeiro ano de vida.  A doença assume forma leve em 80% das crianças acometidas e em 70% dos casos há melhora gradual até o final da infância. 

Levantamentos apontam que metade das pessoas com dermatite atópica das formas mais severas sofre com ansiedade ou depressão. 55% apresentam problemas para dormir, muitos por causa da coceira.

“A pele atópica tem menor produção de gorduras naturais, por isso, é mais seca, áspera, provocando coceira e facilitando a infecção por bactérias e fungos. Apesar do aspecto, não é uma doença contagiosa, mas está associada com rinite e asma, conhecidas como doenças alérgicas, explica a Dra. Márcia Carvalho Mallozi, Coordenadora do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Além do fator hereditário, a DA pode ser desencadeada também por alimentos e aeroalérgenos tais como ácaros, e outros agentes perfumes, suor. Aspectos emocionais podem agravar a DA.

Tratamento

Com o objetivo de aliviar os sintomas, o tratamento da DA engloba a melhora e controle permanente das condições da pele para evitar as crises. A necessidade de medicamentos varia para cada pessoa, seja criança ou adulto, de acordo com o tipo e intensidade das lesões na pele.

Recomenda-se um banho por dia (não mais), rápido e com água morna. Hidratante e sabonete orientados pelo médico são outras indicações. A imunoterapia, também conhecida como vacina de alergia, está indicada em alguns casos, a critério do médico especialista em Alergia. Além disso, é essencial tratar as doenças associadas.

Dicas

A Dra. Márcia apresenta algumas dicas que podem auxiliar o tratamento e controle da DA. São elas: Manter a hidratação da pele contínua mesmo que esteja bem, no período fora de crise; Não tomar remédios por conta própria e não passar produtos na pele, sem orientação médica; Usar roupas leves, evitando roupas apertadas e de cor escura no verão, além de preferir tecidos de algodão e malhas. Também deve-se evitar tecidos sintéticos, lycra ou jeans.

Banhos de sol devem ser, de preferência, nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer. Ao sair da piscina ou praia, tirar a roupa molhada e tomar um banho rápido, com aplicação de creme hidratante em seguida. Além disso, o uso do protetor solar é necessário sempre que houver exposição ao sol.

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