Glicemia alta

Controle do diabetes auxilia na prevenção de doenças cardíacas

Enfermidade pode ocasionar infarto e acidente vascular cerebral (AVC)

09:00 · 12.11.2017
dor no coração
Segundo estudo, o paciente que sofre com o diabetes tem até duas vezes mais risco de desenvolver alguma doença do coração ( Foto: Divulgação )

No próximo dia 14 de novembro é comemorado o Dia Mundial do Diabetes. A data tem como objetivo conscientizar ainda mais a população sobre os perigos dessa doença, que segundo os últimos dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, atinge cerca de 10% da população brasileira adulta. 

Segundo um outro estudo, publicado recentemente pela American Heart Association, o paciente que sofre com o diabetes tem até duas vezes mais risco de desenvolver alguma doença do coração. A pesquisa ainda mostrou que a taxa de mortalidade relacionada com doenças cardíacas, em diabéticos com mais de 65 anos, é de 68% e, aproximadamente, 50% dos adultos com diabetes também desenvolvem alguma doença cardiovascular fatal.

De acordo com o cirurgião cardíaco e membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e também da internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA, Dr. Elcio Pires Júnior, as doenças cardiovasculares são a causa mais frequente de morte em pacientes com um quadro clínico de diabetes. No entanto, 23% ainda não segue nenhum tipo de tratamento.

"O metabolismo do diabetes resulta em partículas de gordura que são quimicamente modificadas e tóxicas à parede da artéria. Depois de absorvidas pelas células das artérias, elas se tornam um grande risco para as doenças cardiovasculares como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e entupimento de artérias, especialmente das pernas e pés, além de formação de aneurismas", explica o especialista. 

Além disso, ainda segundo o especialista, quando o diabetes se instala no organismo, ele potencializa outras condições de risco, como a pressão alta e o colesterol elevado. “O diabetes tipo II oferece ainda mais risco para o aparecimento de doenças cardiovasculares. Por isso, a má alimentação, a falta de atividade física regular e a de acompanhamento médico regularmente são hábitos que devem ser modificados”, finaliza Élcio. 

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