Alerta

Conheça os riscos da automedicação

Pesquisa apontou que 68% dos entrevistados se automedicam usando a internet como fonte

12:00 · 19.06.2018 / atualizado às 12:27
Automedicação
O uso excessivo dos medicamentos que precisam de bula para compra também não é recomendado ( Foto: Arquivo )

O acesso a informação por meio da internet possibilita o conhecimento de tratamentos, efeitos de medicações e sintomas de doenças. Em decorrência disto, uma pesquisa sobre automedicação apontou que 79% dos entrevistados afirmaram já ter buscado informações online sobre saúde, antes de procurar ajuda médica.

Nesse mesmo grupo, 68% se automedicam tendo a internet como principal fonte de orientação; 41% dos entrevistados não leem a bula do medicamento que tomam; e 23% nunca verificam as interações entre tratamentos antes de ingerir um novo medicamento prescrito. A pesquisa da Proteste, associação de consumidores, mostrou ainda que 91% dos entrevistados ingerem ao menos um medicamento por mês, e 86% nem possuem doenças crônicas para tomar medicações.

Cautela

O acesso a informação faz com que os consumidores assumam um papel mais ativo na saúde, podendo alcançar tratamentos e aproveitando melhor as visitas ao consultório médico. Entretanto, um indivíduo que se automedica precisa saber as diferenças entre os tipos de tratamento.

As substâncias mais automedicáveis são as que não precisam de prescrição médica para serem vendidas. Entre elas, analgésicos e antitérmicos. Mesmo assim, o consumidor deve ficar atento às experiências pessoais anteriores, e fontes de informação confiáveis, como conselhos dados por profissionais da saúde, por exemplo.

O uso excessivo dos medicamentos que precisam de bula para compra também não é recomendado, podendo ser muito perigoso. A prática pode levar a intoxicações, resistência a bactérias, dependência e até óbito.

Quando questionados sobre os tipos de medicamentos comprados sem receita no último ano, os entrevistados citaram anti-inflamatórios (56%), e antibióticos (35%). Quase metade (49%) dos que compraram antibióticos argumentaram que seria para tratar sintomas de gripe, 7% cistite ou infecção urinária e 7% dor de dente.

Dos respondentes, 46% afirmaram que têm sobras de antibióticos em casa e 38% tomaram ao menos uma vez no ano, sem informar profissionais da área da saúde. O quadro se agrava quando 40% dos entrevistados afirmam ter comprado um medicamento prescrito sem apresentar a receita.

Além disso, os consumidores devem confiar em informações disponibilizadas na internet por sites com credibilidade. Sites confiáveis como o do Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de hospitais contam com as seguintes extensões: ".edu" e "gov". 

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