Controle da doença

Chega ao Brasil tratamento inovador para diabetes tipo 2

Combinação de insulina com GLP-1 em apenas uma aplicação chega para suprir as necessidades não atendidas de pessoas que convivem com a doença

16:00 · 25.06.2018

Cerca de 70% das pessoas com diabetes tipo 2 em uso de insulina basal não têm a doença controlada, ou seja, não atingem o nível ideal de açúcar no sangue (hemoglobina glicada menor que 7,0%). Em vista disto, foi lançada, no Brasil, um novo medicamento que trata esses casos de descontrole glicêmico: o Xultophy.

Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 14 milhões de pessoas diagnosticadas com diabetes no Brasil, sendo que, nos últimos 10 anos, o número de pessoas com diabetes cresceu 61,8%. O Xultophy, lançado pela Novo Nordisck, é uma combinação fixa da insulina degludeca e do agonista de GLP-1 liraglutida.

O medicamento, já aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e disponível sob prescrição médica para os pacientes brasileiros, é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que estão em situação de descontrole glicêmico.

Pesquisa 

Um estudo sobre Percepções de Controle (PdC) investigou como médicos e pessoas com diabetes tipo 2 definem o controle da doença, identificando os principais obstáculos para alcançar os objetivos do tratamento, além de apontar o impacto que o diabetes não controlado tem no dia a dia dos pacientes. O estudo foi publicado na revista acadêmica Current Medical Research and Opinion.

As descobertas revelaram divergências significativas entre profissionais da saúde e pessoas com diabetes tipo 2 não controlado com insulina basal, quando se trata das percepções sobre o controle da doença. Ao intensificar o tratamento com insulina, os pacientes preocupam-se com a quantidade adicional de injeções, o ganho de peso, o aumento de episódios de hipoglicemia e a possibilidade de que a intensificação signifique que eles estão mais doentes, o que provoca uma recusa ao tratamento. Como consequência, os médicos muitas vezes também mostram-se relutantes em intensificar o tratamento, porque acham que os pacientes não concordarão com eles e não seguirão adequadamente as recomendações.

“Dentre muitas questões para as quais o estudo [PdC] trouxe luz, uma das principais foi como um diálogo aberto e humanizado durante as consultas pode levar a planos de tratamento individualizados que atendam às preocupações dos pacientes e garantam o sucesso do tratamento, de modo a capacitá-los a gerenciar o diabetes como parte de suas vidas”, explica Dr. Gabriel Fagundes, gerente de grupo médico da Novo Nordisk.

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