Fator de risco

Check-up preventivo é recomendado para homens acima dos 35 anos

Especialistas recomendam o controle dos fatores de risco como tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes

14:00 · 12.08.2017
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Segundo cardiologista, entre as doenças cardiovasculares, a principal é a aterosclerose ( Foto: Divulgação )

O check-up preventivo costuma ser desprezado pela população masculina. A descoberta precoce de algumas doenças é um importante passo para um tratamento de sucesso. Homens e mulheres com mais de 35 anos são aconselhados a realizar esse procedimento pelo menos uma vez ao ano, para estarem cientes do que acontece com o seu organismo.

O conhecimento científico, atualmente, permite diagnósticos mais individualizados e precisos, abrangendo dados que facilitam a prevenção, detecção precoce e evolução das doenças, assim como a indicação de procedimentos terapêuticos adequados. As doenças do aparelho cardiovascular (principalmente AVC e infarto) são a principal causa de óbito entre os homens, seguido pelas neoplasias, principalmente o câncer de próstata, reforçando a extrema importância da prevenção no universo masculino.

A medicina preventiva ganhou mais espaço através de exames menos invasivos e mais precisos. Uma das áreas que teve maior ganho foi a oncologia com o equipamento PET/CT (Positron Emission Tomograph), que pode detectar focos pequenos de células cancerígenas. Além disso, com a popularização da mamografia de alta definição, que diagnostica tumores de até meio milímetro, conseguiu-se reduzir em 30% o número de casos fatais. Com o mesmo princípio, de forma simples, a urologia, por meio da dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico) no sangue e toque retal consegue detectar câncer de próstata de forma precoce e cura em torno de 90% dos casos.

Segundo o cardiologista, entre as doenças cardiovasculares, a principal é a aterosclerose, que provoca deposição de gordura e entupimento de artérias do corpo humano, causando o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral (derrame), além da insuficiência renal e a doença vascular periférica, entre outras.

Para o aparecimento da doença é necessária a presença de fatores de risco, como tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes. “Se controlarmos os fatores de risco, e a isto aliarmos uma vida saudável, com alimentação regrada (não significa sem sabor) e exercícios adequados, reduziremos em 90% o risco do aparecimento do infarto”, finaliza César Jardim.

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