Cuidados

Caxumba: mulheres que pretendem engravidar devem se prevenir

A doença não costuma ser grave, porém, entre suas complicações está a orquite (infecção nos testículos), que pode deixar o paciente infértil

12:04 · 10.05.2016
grávida
O ideal é que a imunização sempre ocorra antes da gestação ( Foto: pixabay )

A Parotidite Infecciosa, ou simplesmente caxumba, é uma doença que parecia controlada, mas vem tendo uma quantidade crescente de casos em várias cidades brasileiras. Essa infecção viral é transmitida pela saliva infectada e, dentre os sintomas mais comuns, estão  dor e inchaço nas glândulas salivares, febre, dor de cabeça, cansaço e falta de apetite. 

Esse surto de caxumba não é preocupante para quem já teve a doença. No entanto, para quem tiver dúvidas se está ou não imune, por ter sido vacinado anos atrás, a saída é fazer um exame de sangue e se o resultado for negativo, tomar uma nova dose da vacina.

Futuras mamães devem ficar atentas

Segundo o Dr. Arnaldo Cambiaghi,  especialista em medicina reprodutiva do Instituto Paulista de Ginecologia Obstetrícia e Medicina da Reprodução (IPGO), é extremamente fundamental que mulheres que pretendem ter filhos, ou que serão submetidas a tratamentos de infertilidade, tenham consciência da importância de estarem imunizadas contra doenças que poderão afetar o futuro de seus bebês e de suas gestações.

"Grande parte delas desconhece a necessidade de estar em dia com o calendário da vacinação recomendado e as sérias consequências de doenças, que podem ser evitadas, para si e para o bebê na gravidez. É vital que mulheres e casais sejam informados das recomendações antes de engravidar", alerta o especialista.

Imunização é fundamental

A vacinação em mulheres em idade fértil ou em tratamento de fertilidade é fundamental, pois, assim, elas ficam protegidas de doenças importantes, evitam infecções intrauterinas, previnem malformações fetais e até mesmo abortos espontâneos. Além disso, há a imunização passiva ao bebê, pela transferência de anticorpos via transplacentária, que ocorre durante a gestação (principalmente duran te as últimas quatro, seis semanas) e pelo leite materno no período de amamentação.

Durante a gravidez, a vacinação só deve ser indicada em situações de perigo quando os benefícios são superiores aos riscos. Exemplos: viagens para locais de alto risco de contaminação, profissões de risco e doenças crônicas. Nessas situações o uso de imunoglobulinas é uma boa alternativa.

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