Diagnóstico adequado

Cardiologista esclarece mitos e verdades da arritmia cardíaca

A condição é caracterizada por provocar alterações no ritmo dos batimentos cardíacos ou na condução do estímulo elétrico

14:00 · 26.08.2018
arritmia cardíaca
Estimativas mostram que cerca de 2 milhões de brasileiros sofram de arritmia cardíaca ( Foto: Divulgação )

Sentir o coração bater fora do ritmo, como se tivesse uma “batedeira” dentro do peito, pode ser sinal de arritmia cardíaca. A condição, que altera o ritmo dos batimentos cardíacos, é uma das principais causas de morte súbita no país. Estimativas mostram que cerca de 2 milhões de brasileiros sofram de arritmia. A partir de um diagnóstico adequado, é possível reduzir seus riscos. Além disso, para cada tipo há um tratamento diferente que aumenta as chances de cura do paciente.

De acordo com o cardiologista Enrique Pachón, responsável pelo Serviço de Arritmias Cardíacas do HCor (Hospital do Coração), apesar dos grandes progressos com o advento de novos medicamentos e com a evolução de medidas preventivas, no Brasil ocorrem cerca de 250 mil casos de morte súbita. Ou seja, a cada 2 a 5 minutos uma pessoa morre em decorrência da arritmia.

Tipos 

Há diferentes tipos de arritmias cardíacas que se dividem em benignas e malignas. "As benignas, geralmente, provocam sintomas desagradáveis como palpitações, mas não colocam o paciente sob risco de vida. Já as malignas podem levar o paciente à morte súbita rapidamente. Ambas podem ocorrer também na total ausência de sintomas", afirma.

Sintomas 

A palpitação não é o único sintoma da arritmia. Além dela, desmaios e tonturas, segundo Dr. Pachón, são os mais frequentes e devem servir de alerta. “Confusão mental, fraqueza, pressão baixa e dor no peito são menos comuns, mas podem se manifestar. No entanto, muitos casos são assintomáticos, o que aumenta o seu risco, pois, sem sintomas, o paciente não procura atendimento médico”, explica.

Prevenção 

De acordo com o médico, adotar hábitos de vida saudáveis, como ter uma dieta equilibrada, evitar o cigarro e o excesso de bebidas alcoólicas é fundamental, além de fazer exercícios físicos regularmente. “O ideal é que, ao menos uma vez ao ano, sejam feitos exames preventivos. Palpitações ou batimentos irregulares são sinais de atenção”, explica Dr. Pachón.

Morte súbita

Em muitas vítimas, a morte súbita é reversível, se tratada rapidamente. Quando as manobras de ressuscitação cardiopulmonar são realizadas no período entre 5 a 7 minutos após a parada cardíaca, a chance de sobrevida é maior que 50%. O local onde mais ocorrem essas mortes são no domicílio do paciente e não nos hospitais. A população deveria estar preparada para atender uma parada cardíaca, o que é possível a partir de manobras muito simples. Isso evitaria a perda de muitas vidas diariamente.

"A doença acomete indivíduos independentemente da faixa etária ou sexo. A maior porcentagem de ocorrência está no grupo de pessoas que possuem doenças cardíacas, entre os que já sofreram parada cardíaca e naqueles que têm histórico familiar, como pais, avós, tios, irmãos, etc. O exercício físico realizado corretamente e na quantidade adequada, é uma ótima forma de prevenir muitos problemas cardíacos", diz. 

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