Prevenção

Câncer de testículos é o tumor mais comum entre homens de 15 a 35 anos

Segundo a Sociedade Americana de Câncer, a média dos diagnósticos ocorre por volta dos 33 anos

09:41 · 25.04.2018 / atualizado às 12:43
Câncer de testículos
A maior parte dos casos de câncer de testículos tem cura, desde que descoberto precocemente e tenha o tratamento adequado ( Foto: Divulgação )

O câncer de testículos é o tipo mais comum de tumor entre homens de 15 a 35 anos. Embora a maior incidência seja no público jovem, homens de todas as idades são vulneráveis à doença – sendo que os brancos tem cinco vezes mais chances de desenvolvê-la que os negros.

Nos Estados Unidos, são quase 9 mil novos casos diagnosticados todos os anos, sendo que cerca de 400 vão à óbito. Segundo a Sociedade Americana de Câncer, a média dos diagnósticos ocorre por volta dos 33 anos.

A maior parte dos casos tem cura, desde que descoberto precocemente e tenha o tratamento adequado. O sintoma mais comum é um discreto nódulo indolor em um dos testículos. Caso seja encontrado alguma anormalidade, é preciso procurar um médico imediatamente.

Uma prática preventiva simples e pouco conhecida dos homens é o autoexame dos testículos, um hábito que contribui para detectar problemas que podem influenciar seu futuro reprodutivo e sexual. O ideal é realiza-lo a cada três meses, inclusive para que o homem fique familiarizado com o tamanho e a consistência dos seus testículos normais.

Em geral, no adulto os testículos têm formato oval, consistência firme e volume ao redor de 20 ml – semelhante a um ovo de galinha médio bem cozido (entre 4,5 e 5 cm de comprimento por 3 a 4 cm de largura). Além da produção de espermatozoides, eles são responsáveis pela produção de até 95% da testosterona, hormônio-chave no organismo masculino.

O andrologista Jorge Hallak alerta que com esse exame é possível perceber pequenas alterações, como a diminuição do tamanho dos testículos por doenças indolores, como a varicocele (varizes no escroto), notar o aparecimento de irregularidades na superfície dos testículos ou ainda identificar uma dor local.

“Diferente do que ocorre com o autoexame das mamas, o de testículos é praticamente desconhecido. A prática ajuda na identificação de diversas inflamações, infecções bacterianas e até mesmo doenças mais sérias. Entre os tumores malignos que atingem o homem, cerca de 5% ocorrem nos testículos”, reforça Hallak.

Um aspecto importante a ser abordado com o paciente é a preservação de sua fertilidade. A criopreservação de sêmen é o instrumento que pode assegurar ao homem a possibilidade de gerar filhos depois do tratamento. Nesse sentido, o especialista desenvolveu uma técnica cirúrgica - conhecida por hallak technique – que retira o tumor preservando o testículo, além de capturar os espermatozoides para a criopreservação.

Jorge Hallak ainda orienta passo a passo de como realizar o autoexame:

Examine cada um dos testículos com ambas as mãos. Os dedos indicador e médio devem ficar na parte inferior dos testículos, e o polegar, na parte superior; Gire cada testículo entre o polegar e os dedos médio e indicador - um testículo normalmente pode ser maior que o outro; Na parte de trás de ambos estão os epidídimos, que têm a função de amadurecer e armazenar os espermatozoides, se estiverem endurecidos podem estar obstruídos ou inflamados; Procure por qualquer área endurecida, nódulos ou irregularidades na superfície do testículo. Em geral são indolores.

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