Não apenas no verão

Câncer de pele deve ser prevenido durante todo o ano

Acometidos pela doença, os atores Hugh Jackman e Paulo Gustavo reforçam a importância do protetor solar no dia a dia

14:00 · 18.03.2017
cancer
O câncer de pele é mais comum em pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares ou com doenças cutâneas prévias, e a partir de 40 anos ( Foto: Divulgação )

A incidência dos raios UVA e UVB, ao contrário do que muitos pensam, ocorrem não apenas no verão, mas em todas as estações do ano. O período de altas temperaturas está no fim, mas os cuidados para evitar a exposição ao sol devem permanecer para diminuir as chances de contrair um câncer de pele.

Nos últimos dias, atores como o norte-americano Hugh Jackman (conhecido pelo personagem Wolverine e em cartaz nos cinemas com o filme Logan) e o humorista Paulo Gustavo (protagonista do filme Minha mãe é uma peça), estamparam as manchetes dos principais veículos com depoimentos sobre a experiência que tiveram com o câncer de pele e, principalmente, a importância do protetor solar no dia a dia.

Jackman, que retirou mais um tumor na região do nariz este ano, ainda passa por tratamento. Paulo Gustavo, que já venceu a doença, defendeu o uso do protetor e maquiagem por homens. Para ele, que sempre está de óculos, boné, protetor solar e corretivo, se proteger é o mais importante.

Sobre o câncer de pele

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é mais comum em pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares ou com doenças cutâneas prévias, e a partir de 40 anos. Sendo considerado raro em crianças e negros (exceto portadores de enfermidades cutâneas anteriores). A cura de pacientes está diretamente ligada ao diagnóstico e tratamento precoces, pois se observa melhores resultados quando feitos em estágios iniciais.

Entre os principais sintomas do câncer de pele, de acordo com Dr. Amândio Soares, oncologista da Oncomed BH, pode-se destacar "o espessamento da pele que se apresenta elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida. Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho. Uma mancha ou ferida que não cicatriza que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento", pontua.

Para se prevenir do câncer de pele, é necessário evitar a exposição ao sol sem proteção para a pele. "Recomendamos o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre, mesmo no frio e/ou com tempo nublado. Também é importante evitar a exposição solar em horários em que os raios ultravioletas são mais intensos, ou seja, das 10 às 16 horas. No caso do uso de filtros solares, sugerimos a reaplicação a cada duas horas. O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja, no mínimo, 15, variando de pele para pele", explica o médico.

A principal forma de combater o câncer é basicamente a remoção cirúrgica da lesão. O tratamento tópico ou radioterapia também podem ser realizados. "Mas a solução deve ser decidida com cautela e somente por um profissional especialista. Nada de resolver o problema de forma caseira e/ou através da automedicação", diz Dr. Amândio.

Tipos

O melanoma cutâneo é um tipo de câncer de pele originado pelas células que produzem a melanina, substância responsável pela cor da derme. Embora a doença seja a mais frequente no Brasil, corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados, a melanoma apresenta 3% das neoplasias malignas da pele, apesar de ser o mais grave devido a sua alta chance de metástase.

Em 2016, a estimativa de novos casos tipo melanoma foi de 5.670, sendo 3.000 em homens e 2.670 em mulheres. Já o tumor não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade. Ainda segundo o órgão, também no ano passado, a estimativa de novos casos era de 175.760, sendo 80.850 em homens e 94.910 para mulheres.

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