Conscientização

Campanha “O Tempo Não Cicatriza” alerta sobre os riscos das feridas não tratadas

Iniciativa quer conscientizar sobre os efeitos negativos do tempo na cicatrização e destaca os impactos humano e financeiro de negligenciar o tratamento

17:00 · 16.03.2018
pé diabético
O não tratamento das úlceras nos pés hoje corresponde por 40% a 70% do total de amputações não traumáticas de membros inferiores realizadas no Brasil ( Foto: Divulgação )

Para feridas complexas, o tratamento é o melhor remédio no Brasil. Uma coalizão de sete organizações, entre sociedades e associações médicas, de enfermagem e pacientes lança a campanha "O Tempo Não Cicatriza". O objetivo da iniciativa é informar a população e os profissionais de saúde sobre a importância da prevenção e o impacto negativo do tempo no cuidado com as feridas complexas – lesões agudas ou crônicas de difícil cicatrização – e educá-los sobre prevenção, causas, consequências e importância do tratamento.

Com apoio da Acelity, a campanha surgiu da constatação de que as feridas complexas são um problema de enorme proporções que são desencadeadas como consequência do Diabetes mal controlado, segundo o presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho.

O pé diabético, uma das feridas crônicas mais frequentes, atinge 2% dos diabéticos brasileiros por ano - o equivalente a 280 mil pessoas. O não tratamento das úlceras nos pés hoje corresponde por 40% a 70% do total de amputações não traumáticas de membros inferiores realizadas no Brasil.

Já a úlcera por pressão, outro tipo de ferida crônica, popularmente conhecida como escara, é o terceiro tipo de ocorrência mais frequentemente notificado pelos Núcleos de Segurança do Paciente (NSPs) dos hospitais brasileiros. Estima-se que sua incidência nos hospitais do país seja de 39,81%, razão pela qual reduzir o risco de úlceras por pressão é uma das prioridades do Ministério da Saúde.

A iniciativa também alerta sobre o risco de negligenciar o tratamento de lesões agudas, como as lacerações traumáticas decorrentes de agravos de trânsito, que deixam mais de 160 mil pessoas com lesões graves no Brasil todos os anos. “As feridas complexas oneram os sistemas de saúde e de previdência por conta dos custos associados a tratamentos prolongados e ao pagamento de benefícios por afastamento e incapacidade”, completa o presidente da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado (SBAIT), Dr. José Mauro Rodrigues.

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