Prevenção

Campanha alerta população sobre o diagnóstico precoce do câncer de pulmão

Precisão na definição do tratamento e conhecimento sobre o tumor aumentam as chances de controle da doença em 70%

13:00 · 17.08.2018
câncer de pulmão
O tumor de pulmão não se desenvolve biologicamente igual entre pacientes diagnosticados com a doença, embora os sinais sejam os mesmos ( Foto: Divulgação )

Agosto é o mês de conscientização do câncer de pulmão, o segundo tipo da doença mais comum entre os homens, com cerca de 18.740, atrás apenas do câncer de próstata, e o quarto mais incidente entre as mulheres, com aproximadamente 12.530 casos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Para alertar e informar sobre a importância do diagnóstico precoce e de que não há estereótipos pré-definidos, as farmacêuticas AstraZeneca, Bristol-Myers Squibb e Pfizer, com apoio do Instituto Lado a Lado Pela Vida e do laboratório Hermes Pardini, estão trabalhando em conjunto na campanha Respire agosto.

O foco da ação é disseminar informações sobre este tipo de câncer, cuja incidência global pode chegar a 1.8 milhão de novos casos por ano e é o câncer que mais mata no mundo, com 1,6 milhão de mortes (de acordo com a Organização Mundial de Saúde - OMS) e a importância do acompanhamento médico de rotina para a saúde do órgão. Assintomática em fases iniciais, a doença pode ser diagnosticada em qualquer pessoa e em qualquer idade. A prevenção é fundamental para a redução da incidência da doença que, no Brasil, pode checar a mais de 31 mil casos no biênio 2018/2019 de acordo com o INCA.

As causas da doença variam entre as pessoas e podem incluir histórico familiar, maus hábitos como tabagismo, além do estilo de vida, que aumentam as chances de desenvolver a doença. O excesso de exposição a poluição do ar, por exemplo, também é um fator de risco.

O diagnóstico precoce é o principal indicador para a escolha do tratamento e para o sucesso da terapêutica empregada, como explica o médico oncologista e pesquisador da Northwestern University de Chicago, Marcelo Cruz. “O processo para o diagnóstico da doença é o primeiro passo para o controle do câncer. Hoje, o paciente pode ser submetido a análise do genoma do tumor que identificará o tipo e as terapias que se adequam ao caso. Os estágios iniciais apresentarão mais resultados positivos no combate ao tumor”.

Por meio da análise do genoma é possível identificar biomarcadores que são parâmetros biológicos que determinam, por exemplo, o estágio, o tipo e quais as opções terapêuticas mais eficazes para um determinado indivíduo. O médico ainda explica que a indicação correta do tratamento amplia as chances de resultados efetivos.

“O câncer de pulmão tem variações e cada caso deve ser tratado com exclusividade, o que nos exige tratamentos personalizados. A medicina de precisão eleva as chances de controle da doença para 70%, isso aliado a qualidade de vida para o paciente, menos efeitos colaterais e resultados em taxas de sobrevida”.

Para tratar a doença, estão disponíveis no país terapias como: quimioterapia, radioterapia, cirurgia, remoção por radiofrequência, terapia alvo e a imunoterapia.

“A medicina de precisão avaliará qual o tratamento certo para o paciente, de acordo com o estadiamento do câncer de pulmão, no momento em que poderá apresentar mais resultados satisfatórios”, conclui o oncologista.

Atenção aos sintomas

O tumor de pulmão não se desenvolve biologicamente igual entre pacientes diagnosticados com a doença, embora os sinais sejam os mesmos. O paciente que apresenta sintomas constantes como tosse, falta de ar, dor no peito, cansaço ou rouquidão ou que tenha histórico familiar deve procurar um médico e solicitar o diagnóstico.

Radiografia no Brasil

Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em 2016 avaliou a percepção da população brasileira sobre o câncer de pulmão e revelou que 76% dos entrevistados nunca conversaram com um médico sobre a doença. Entre as 2.044 pessoas ouvidas, em cerca de 130 municípios do país, houve a confirmação de que 17% não sabiam o que fazer para reduzir riscos e não desenvolver a enfermidade, demonstrando o quanto o câncer de pulmão é pouco compreendido pela população.

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