Problema circulatório

Campanha alerta para riscos do tratamento inadequado de varizes e vasinhos

A doença pode gerar complicações, como trombose e úlceras, além de dores e inchaço

09:00 · 18.06.2018
Varizes
Estudos nacionais apontam que 37,5% da população brasileira têm varizes ( Foto: Divulgação )

Aqueles vasinhos e varizes que tanto incomodam e são esteticamente desagradáveis merecem atenção especial e podem ser sinal de um problema circulatório mais sério. Estudos nacionais apontam que 37,5% da população brasileira têm varizes. A doença pode gerar complicações, como trombose e úlceras, além de dores e inchaço. 

O desconforto estético acaba levando muitas pessoas a procurarem o tratamento de escleroterapia ou aplicação. Para esclarecer a população sobre a importância de realizar o tratamento de varizes e vasinhos com o médico e preservar a saúde e segurança da população, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lança a Campanha Nacional de Segurança na Escleroterapia.  

"O Angiologista e/ou Cirurgião Vascular deve realizar um exame clínico detalhado, capaz de diagnosticar se a pessoa apresenta insuficiência venosa ou outras condições que exigem condutas mais complexas, como cirurgias, por exemplo. Além disso, pode haver complicações, que variam desde a insatisfação estética com o resultado até ameaça à integridade física, trombose, embolia pulmonar, gangrena, infecções e reações alérgicas graves", alerta o Cirurgião Vascular e diretor de Defesa Profissional da SBACV, Dr. Francesco Botelho. 

Nos últimos seis meses, a SBACV tem recebido denúncias de atuação de não médicos em procedimentos vasculares, vendendo a suposta impressão de não possuírem riscos de complicações. A Sociedade alerta que há pessoas oferecendo até aplicação de ozônio para tratar varizes. 

Contraindicação 

Outro alerta é para o uso de glicose nas aplicações. Apesar de ser uma substância circulante no sangue, há riscos de problemas que podem levar a feridas e flebites, que é a inflamação do vaso.

A doença varicosa pode desencadear desdobramentos e até a perda de membros se não for adequadamente tratada. É importante realizar exames de imagem, como o Ecodoppler, para verificar o seu grau, e considerar todas as condições físicas, metabólicas e cardiovasculares do paciente. 

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