Prevenção

Aterosclerose pode causar derrame e doença obstrutiva nas pernas

Associada a doenças cardíacas, a aterosclerose pode ser diagnosticada com o ultrassom vascular

12:30 · 26.04.2018
ultrassom
O exame de ultrassom vascular é um aliado no diagnóstico da aterosclerose ( Foto: Divulgação )

Doença silenciosa, a aterosclerose é conhecida por estar associada a doenças cardíacas. A enfermidade pode causar infarto, se o problema estiver localizado na artéria coronária, acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi), derrame e doença arterial obstrutiva periférica (DAOP).

A aterosclerose caracteriza-se por um processo inflamatório crônico da parede vascular que ao longo de anos leva ao desenvolvimento de placas de ateroma (gordura, proteínas, cálcio e células da inflamação), que obstrui o vaso e dificulta a passagem de sangue. 

O exame de ultrassom vascular é um aliado no diagnóstico. Enquanto a estenose de carótida é responsável por até 1/3 dos casos de AVCs no mundo, a DAOP apresenta uma prevalência de 10 a 25% na população acima dos 60 anos, e o risco aumenta com a idade. A prevenção é fundamental e se faz com exames regulares pelo angiologista ou cirurgião vascular.

“A maioria das estenoses carotídeas é assintomática. Quando há sintomas, geralmente pode ser um episódio transitório, um derrame propriamente dito (que pode se manifestar desde alteração de fala até a perda do movimento na metade do corpo), sintomas visuais ou dificuldade de equilíbrio, entre outros”, afirma o secretário-geral da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Dr. Marcelo Matielo.

Enquanto o derrame pode matar no seu primeiro sintoma, a DAOP tem um sintoma característico: dor na panturrilha ao caminhar que cessa quando a pessoa está em repouso, chamada de claudicação intermitente. “A pessoa também pode apresentar quadros mais graves como feridas que não cicatrizam na perna, no pé ou nos dedos dos pés, ou mesmo uma dor que não alivia em repouso, colocando a extremidade inferior em risco de gangrena”, explica o cirurgião vascular e vice-diretor de Defesa Profissional da SBACV, Dr. Marco Aurélio Grüdtner.

Angioplastia 

Em ambos os casos o tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico (convencional ou endovascular). É no tratamento endovascular que se realiza um procedimento que muitos acreditam que só é usado com problemas cardíacos: a angioplastia. O procedimento endovascular é considerado minimamente invasivo e pode ser usado para desobstruir tanto a artéria carótida como as artérias que levam o sangue para as pernas.

Sendo realizada nas pernas, recebe o nome de angioplastia infrainguinal. “É um procedimento médico em que através de cateteres e materiais específicos realizamos a dilatação das artérias obstruídas, as  que são responsáveis pela circulação nos membros inferiores”, diz Dr. Grüdtner.

Prevenção

É possível prevenir a aterosclerose. Para isso, é importante adotar hábitos de vida saudáveis. “É preciso controlar os fatores de risco como: obesidade, falta de atividade física, tabagismo, hipertensão, diabetes e colesterol elevado”, ressalta Dr. Matielo.  

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