Tratamento

Asma atinge cerca de 20% das crianças no Brasil

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 235 milhões de pessoas sofram de asma

12:00 · 27.04.2018
Criança com asma
Mudanças no ambiente, como reformas em casa e alterações climáticas podem ser gatilhos de descontrole de pacientes asmáticos ( Foto: Divulgação )

A asma está entre as doenças mais prevalentes do mundo, matando 2 mil adultos e crianças por ano, e a falta de informação é um dos fatores que mais contribuem para os óbitos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que 235 milhões de pessoas sofram de asma. No Brasil, cerca de 20% das crianças têm a doença.

Caracterizada pelo chiado no peito, tosse e falta de ar, a doença é classificada pelos especialistas como controlada ou não controlada, de difícil tratamento ou com pouca resposta.  Seguir o tratamento indicado pelo médico especialista é essencial para o paciente com asma ter qualidade de vida. Porém nem sempre isso acontece.

As principais causas de descontrole da asma são: A má aderência ao tratamento e o uso inadequado dos dispositivos inalatórios; A suspensão do medicamento por conta própria ou utilização inadequada;  Mudanças no ambiente, como reformas em casa ou no trabalho, e alterações climáticas.  Outros fatores são infecções virais e bacterianas como sinusites, gripes e  pneumonia.  

“Outras doenças não controladas podem interferir e atrapalhar o tratamento como a doença do refluxo gastroesofágico, rinossinusite crônica, obesidade e apneia do sono”, explica o Coordenador do Departamento Científico de Asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dr. Flávio Sano.

O especialista afirma que aprender a entender a doença e reconhecer uma crise bem no seu início é fundamental. Além disso é preciso estar atento aos remédios para crises (remédios de alívio) e para controle (preventivos ou anti-inflamatórios), para que servem, efeitos colaterais e como usá-los adequadamente. 

Asma grave

A asma é considerada grave quando, apesar da utilização de altas doses de duas ou três medicações de controle associadas, ainda existem sintomas, exacerbações e limitações no dia a dia. Todo paciente com suspeita de asma grave deve ser avaliado por um especialista, de preferência em centros de referência. Além disso, pacientes que apresentam quadro clínico atípico (dúvida diagnóstica) ou comorbidades não controladas também devem ser avaliados por especialista.

Recentemente foi incorporado ao tratamento dos asmáticos graves, agentes biológicos (anticorpos monoclonais) que são drogas capazes de controlar a asma grave, evitando a utilização de corticoides orais e seus efeitos colaterais. Até o momento apenas uma medicação está disponível no mercado.

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