Nutrição

Alimentação pode amenizar os sintomas da esclerose múltipla

Segundo estudo, incluir mais frutas e verduras na dieta ajudaria quem sofre com a doença

12:47 · 22.12.2017
alimentação saudável
Pesquisadores descobriram que, entre aqueles que mantinham uma dieta mais saudável, o risco de sofrer com incapacidades físicas graves era 20% menor em relação a quem não se preocupava com a dieta ( Foto: Divulgação )

Um estudo realizado na Faculdade de Medicina John Hopkins, nos Estados Unidos, constatou que dietas ricas em frutas e verduras estão diretamente relacionadas a uma melhora nos sintomas da esclerose múltipla.

Para chegar a tal conclusão, foram contemplados os dados de quase 7 mil pessoas. Os indivíduos responderam perguntas sobre estilo de vida, peso, exercício físico, tabagismo e intensidade dos sintomas da esclerose múltipla, durante os seis meses anteriores ao questionário. Entre esses sintomas, fadiga, dor, problemas de mobilidade e depressão tiveram maior incidência.

Os pesquisadores organizaram essas informações de acordo com a idade e o tempo passado desde o diagnóstico da doença para cada participante. Ao final da análise, descobriram que, entre aqueles que mantinham uma dieta mais saudável, o risco de sofrer com incapacidades físicas graves era 20% menor em relação a quem não prestava tanta atenção ao prato.

Um detalhe importante é que as dietas “mais” e “menos” saudáveis às quais os resultados se referem foram delimitadas de forma bastante específica pelos estudiosos. A primeira era considerada assim quando envolvia a ingestão diária de uma média de 1,7 porções de grãos integrais e 3,3 de frutas, verduras e legumes, enquanto a segunda tinha 0,3 porções diárias de grãos integrais e 1,7 de vegetais.

O estudo revelou ainda que, para quem mantinha um estilo de vida saudável de maneira geral, os riscos de depressão, fadiga grave e dor diminuíam em proporções também impressionantes – em 50%, 30% e 40%, respectivamente.

Apesar dos resultados, a pesquisa teve algumas limitações. Certos pacientes não conseguiram adotar uma dieta mais saudável justamente porque os sintomas já estavam avançados – mas a pesquisa não chega a avaliar essa questão.

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