Alerta

Álcool durante amamentação pode comprometer o aprendizado do bebê

O consumo de álcool por lactantes foi associado à redução da capacidade de raciocínio abstrato em crianças com idades entre 6 e 7 anos

13:00 · 20.08.2018
mulher bebendo
O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação pode causar danos irreversíveis à saúde do bebê, uma vez que o álcool atravessa a placenta ( Foto: Divulgação )

A recomendação da Organização Mundial de Saúde é clara: evitar o uso de álcool e outras drogas durante a amamentação. No entanto, estimativas ainda indicam que muitas lactantes relatam uso de álcool, sendo mais comum entre mulheres com idade materna mais avançada, maior grau de escolaridade e maior período de amamentação. Entre as justificativas estão a falta de evidências claras de prejuízos ao bebê e a crença equivocada de que o álcool aumenta a produção de leite.

O álcool passa rapidamente para o leite e atinge concentrações semelhantes às do sangue materno, além de reduzir a sua produção. A estratégia de descartar o leite ‘contaminado’ não diminui a concentração de álcool e vale alertar que não há teste confiável para determinar o nível de álcool no leite materno”, explica a Dra. Erica Siu, especialista em dependência e coordenadora do CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool.

Se isso, por si só, não é suficiente para conscientizar as mamães da importância da abstinência de álcool durante o período de amamentação, um estudo australiano, publicado na revista Pediatrics, indica que o consumo de álcool por lactantes foi associado à redução da capacidade de raciocínio abstrato em crianças com idades entre 6 e 7 anos.

O CISA reforça o alerta de que o consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação também pode causar danos irreversíveis à saúde do bebê, uma vez que o álcool atravessa a placenta e, em pouco tempo, o sangue fetal apresenta quantidade de álcool equivalente ao do sangue da mãe. “A situação é agravada porque o feto não consegue metabolizar e eliminar o álcool, que permanece em seu organismo por mais tempo, até retornar à circulação materna”, esclarece a coordenadora. 

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