Levantamento

87% da população nordestina desconhece o câncer de pele melanoma

Saiba como identificar e evitar a doença

09:00 · 27.05.2018
Melanoma
No Brasil, ainda segundo o INCA, a região Sul é a que lidera os casos de melanoma ( Foto: Divulgação )

Pesquisa aponta que os brasileiros têm pouca informação sobre a doença e aponta que 78% da população desconhece a doença. Entre os entrevistados na região Nordeste, que possui uma das menores taxas de incidência, sendo 1,47/100 mil para homens e 1,18/100 mil para mulheres, 87% afirmaram não conhecer esse tipo de câncer

O melanoma é um tipo de câncer de pele que atinge os melanócitos, células produtoras de melanina, e pode levar à morte devido à grande possibilidade de metástase. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) indica que 6.260 novos casos de melanoma serão diagnosticados entre 2018 e 2019 no Brasil. A pesquisa, encomendada pela Bristol-Myers Squibb para o Instituto Datafolha, ainda afirma que 63% da população brasileira não se preocupam em ser diagnosticada com a doença. 

Além da falta de conhecimento sobre a doença, os dados revelam que a população residente na região Nordeste não consegue identificar corretamente os fatores de risco, colocando apenas o sol como o grande vilão. Quando questionadas a respeito de quais são os fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver melanoma, exposição ao sol atingiu o índice de 81% das respostas, seguido de herança genética (33%) e excesso de pintas no corpo com 32%. Mas, um importante indicativo, que é a etnia, obteve somente 17% das menções.

“Embora a incidência solar excessiva tenha grande influência, outras características importantes devem ser levadas em conta, como cor da pele e estilo de vida”, explica Roger Miyake, diretor médico da Bristol-Myers Squibb. “O melanoma é mais comum em pessoas de pele clara, mas isso não significa que ele não atinja pessoas com tons de pele mais escuros. O surgimento repentino ou alterações de pintas precisam ser observados com muita atenção por todos”, conclui o executivo.

O desconhecimento contribui para o crescimento do percentual de casos aqui e em todo mundo. Dados da Agência Internacional de Pesquisa Sobre o Câncer (Iarc), da Organização Mundial de Saúde (OMS), indicam que a incidência do melanoma vem aumentando gradativamente nas últimas quatro décadas. De acordo com a Agência, cerca de 200 mil novos casos de melanoma são registrados por ano em todo o mundo.

No Brasil, ainda segundo o INCA, a região Sul é a que lidera os casos da doença. Entre os homens, o risco de incidência na região é de 5,71/100 mil e entre as mulheres 4,74/100 mil. Em seguida figuram as regiões Centro-Oeste, com 3,55/100 mil para homens e 2,15/100 mil para mulheres5 e Sudeste, com a incidência na população masculina em 2,69/100 mil e na população feminina em 2,58/100 mil. A região Norte, que registra cerca de 1,23/100 mil casos para homens e 0,64/100 mil para mulheres, possui uma das menores taxas de incidência junto com a região Nordeste.

Pesquisa

O levantamento para revelar essa radiografia da percepção do câncer melanoma ouviu 2077 pessoas em todo país, distribuídas em 152 municípios, de forma a representar as regiões geográficas do país. As pessoas ouvidas têm idade a partir de 16 anos e pertencentes a todas as classes econômicas. Os dados foram coletados por meio de pesquisa quantitativa com entrevistas pessoais e individuais. Mais da metade dos entrevistados reside em cidades localizadas no interior (58%) e os que vivem nas capitais, 42%. 

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