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O papel do enfermeiro obstetra

00:00 · 13.01.2018

Respeitar o comportamento do corpo da mulher e permitir que ela tenha autonomia nas suas escolhas, conhecendo o processo fisiológico do parir e do nascer são princípios do parto humanizado. Nesse cenário, é de fundamental importância o papel desempenhado pelos enfermeiros obstetras (EO's), uma vez que os mesmos adotam uma postura empática, de maneira integral e individualizada.

"Durante o processo de cuidar da mulher que está parindo, devem ser ofertadas estratégias não farmacológicas para alívio da dor e exercícios facilitadores do trabalho de parto, para que seja um momento único, especial, digno de um dos momentos mais marcantes que existem na vida", explica o enfermeiro Gilmar Júnior, professor e coordenador da pós-graduação em Saúde da Mulher do Instituto de Desenvolvimento Educacional.

Processo natural

O parto natural pode ser realizado no hospital e no lar, mas para que a segunda escolha seja concretizada é preciso que haja um acompanhamento da gestação e uma análise detalhada do histórico pessoal e obstétrico de cada mulher. Tal conduta possibilitará que aconteça um controle sobre a necessidade de cuidados mais complexos para mãe e filho, explica a enfermeira obstetra e também professora da pós-graduação em Saúde da Mulher do IDE Thaíse Torres.

"Se existe uma vitalidade em todo o processo, provavelmente não haverá desfechos diferentes entre se parir em casa, no hospital, na cama ou na água. Em um parto humanizado, a ação é toda da mulher, devendo ser ofertado um acompanhamento ao processo natural do parto", pontua.

O importante é buscar acompanhamento por profissionais capacitados e que tenham plano de transferência para um hospital, caso seja necessário.

"Há estudos com níveis relevantes de evidência científica apontando que o parto domiciliar planejado é uma opção segura para a mulher e para o bebê, desde que exista uma tomada de decisão oportuna, resolutiva e em tempo hábil, e que essa mulher tenha os critérios necessários para ser assistida em ambiente domiciliar, próximo a uma referência hospitalar", explica a enfermeira obstetra.

Vínculo e autonomia

Entre os benefícios do parto humanizado, destaque para a autonomia da gestante nas decisões sobre o seu corpo, e menor risco de morte e de infecção.

É ampliado o vínculo afetivo da mãe com seu filho, o contato pele a pele e estímulo imediato à amamentação, e a redução de problemas psicológicos no período pós-parto. É ampliada a possibilidade de adoção de estratégias não farmacológicas e de combate à violência obstétrica e de valorização da mulher.

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