recém-inaugurado

Novos leitos deverão suprir carências na área de saúde

O Hospital Leonardo da Vinci atenderá especialidades que vão da traumatologia à oncologia

22:00 · 28.02.2015 / atualizado às 00:00 · 01.03.2015
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Os apartamentos individuais do Hospital Leonardo da Vinci são amplos e bem projetados, visando maior comodidade e conforto aos pacientes que necessitarem de internamento. ( Fotos: Fabiane de Paula )
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O espaço destinado aos pacientes em tratamentos oncológicos recebeu atenção diferenciada no quesito ambientação. Iluminação especial, cores alegres e muito conforto, proporcionando sensação de acolhimento e bem-estar
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A recepção do hospital contempla uma reprodução da Santa Ceia, obra de Leonardo da Vinci, visando deixar o ambiente mais humanizado, segundo Dr. Boghos

Considerada a capital mais carente em oferta de leitos em toda a região Nordeste, Fortaleza acaba de ganhar um novo hospital. O Leonardo da Vinci tem capacidade para 120 vagas, entre enfermarias e apartamentos individuais, além de blocos cirúrgicos, unidade de oncologia, exames cardiológicos e UTI geral. A informação é do médico e diretor do hospital, Boghos Boyadjian, recém- inaugurado na Aldeota.

A proposta do novo empreendimento, segundo o Dr. Boghos, é suprir a carência de leitos na cidade, além de desafogar os grandes hospitais de Fortaleza, sejam públicos ou privados. Com este serviço, a estimativa é melhorar a qualidade da saúde como um todo, a exemplo de outros grandes centros urbanos que disponibilizam atendimentos de emergências em bairros mais centrais.

Responsabilidade social

Construído há cinco anos, na Rua Rui Barbosa, esquina com a Rocha Lima, na Aldeota, o estabelecimento deverá absorver a demanda de antigos hospitais localizados no entorno. No mínimo três foram obrigados a fechar as portas à população por falta de recursos financeiros, a exemplo da Policlínica de Fortaleza, do Neuro-Centro e do Angelim. Além de cobrir este vácuo, o novo espaço deverá também desafogar os atendimentos de urgência, principalmente nas especialidades de traumatologia e cardiologia.

No momento, o Hospital Leonardo da Vinci está atendendo apenas procedimentos cirúrgicos estéticos pré-agendados, mas em breve, cerca de três meses, serão ofertados todos os serviços próprios de um hospital geral. Apesar de ser da iniciativa privada, os pacientes poderão ser atendidos por meio de convênios, cujas operadoras de diferentes planos de saúde já aderiram ao serviço. "Não podemos transferir para o poder público a responsabilidade social pela melhoria no tratamento de saúde. Com esse hospital, cumprimos com o nosso dever cívico," contextualiza Dr. Boghos.

O médico reforça que a construção do hospital foi uma empreitada arriscada e pioneira, pois contou apenas com recursos próprios e não obteve benefícios fiscais, diferentemente do que costuma ocorrer em outros segmentos, a exemplo da indústria. Mas, segundo ele, todos esses desafios estão sendo sustentados pela missão de sacerdócio com a medicina, resultando na melhoria da saúde das pessoas como um todo.

O hospital contará ainda com um serviço de pronto-atendimento especializado em traumato-ortopedia, clínica médica e cardiologia, pautado nos serviços rápidos de diagnóstico por imagem e laboratório, garantido pela conexão direta do hospital com a clínica Boghos Boyadjian, há 40 anos no mercado. Este fato proporcionará mais agilidade no resultado dos exames, promovendo assim maior eficácia no tratamento, sem falar da comodidade para os pacientes.

Oncologia humanizada

Preparado para receber pacientes em tratamento oncológico, o hospital projetou um centro de infusão e internamento para intervenção de enfermidades que carecem de quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica. Os espaços são bastante lúdicos e se destacam pela "despadronização" de um ambiente hospitalar, proporcionando ao paciente conforto e acolhimento.

Outra novidade é o Centro de Obstetrícia e também a UTI Neonatal. Ambos deverão funcionar nos próximos quatro meses. Para atender à demanda inicial já foram contratados 150 funcionários, mas a expectativa, segundo Dr. Boghos, é de no mínimo 500 contratados para quando o hospital estiver operando plenamente.

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