pele

Manchas e rugas por conta da exposição solar

00:00 · 03.03.2018
Image-0-Artigo-2368070-1
A combinação das radiações ultravioleta B e A acontece de 10 às 16 horas, provocando não só a queimadura como um risco maior de câncer de pele

O último congresso de dermatologia realizado em 2017, em Barcelona, enfatizou a importância dos Seven Skin Ages, os marcadores do processo de envelhecimento biológico e molecular que levam à desnaturação celular e aceleram o envelhecimento cronológico com aparecimento de manchas, rugas e flacidez.

"A exposição solar sem a fotoproteção é o mais importante agressor. Ela leva a um dano cumulativo, inclusive com a formação de dímeros de pirimidina, com mudanças nas bases do DNA capaz de provocar reações de mutação celular, com consequente fotoenvelhecimento, inflamação e cancerização", afirma a dermatologista.

De acordo com a médica, antes da vermelhidão, ocorrem danos significativos na pele que alteram de maneira irreversível o DNA das células. Esse efeito é cada vez mais potencializado pelas múltiplas exposições ao sol, quando a pele não está devidamente protegida.

Além disso, a dermatologista alerta para a presença de cultura, em peles fotoenvelhecidas, das sunburn cells, células queimadas pelo sol.

Com a avaliação microscópica de imunofluorescência, é possível perceber a presença das sunburn cells. "Elas aparecem quando o filtro solar está aquém da necessidade do fototipo, o estímulo solar foi prolongado ou não houve a reaplicação do filtro solar", diz a dermatologista.

Por conta disso, a pele sofre uma série de alterações decorrentes de um processo inflamatório, no qual ocorre o eritema, a vasodilatação, o aumento da perfusão sanguínea e a sensação de calor local. Em seguida, surge a ardência e os processos oxidativos, que é a formação dos radicais livres e superóxidos que causam um envelhecimento precoce das células, podendo, inclusive levar à mutação celular e a cancerização.

Outro risco da exposição solar é perder a defesa imunológica feita pelas células de Langerhans. "Quando isso acontece, aumentam as chances de cancerização da pele", finaliza a Dra. Claudia Marçal.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.