Estética

Lifting refaz contorno na região do pescoço

A flacidez é um dos sintomas naturais do envelhecimento da pele que incomoda em várias partes do corpo

00:00 · 23.12.2017
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Uma das causa s do aumento da flacidez na região do pescoço é a variação de peso. Por ser um local de acúmulo de gordura, durante o ganho de peso a pele desta área tende a distender-se e formar uma bolsa de gordura conhecida como papada

O pescoço é formado por diversas camadas anatômicas como, por exemplo, a pele, o tecido gorduroso e os músculos superficiais e profundos. A pele dessa área é fina e com poucas glândulas que a mantêm hidratada.

Por causa disso, o movimento natural da cabeça faz com que a pele dobre, acompanhando-a. Com a idade, perde-se a capacidade elástica da pele e essas dobras passam a ficar marcadas, formando rugas e vincos, explica a cirurgiã plástica Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery).

"Além disso, o músculo platisma, uma fina camada de fibras musculares contínua ao sistema de músculos superficiais da face, que sustenta as estruturas do rosto e pescoço, acaba perdendo seu tônus com o tempo, tornando-se flácido", completa.

Outra causa do aumento da flacidez na região do pescoço é a variação de peso. Por ser um local de acúmulo de gordura, durante o ganho de peso a pele tende a distender-se mais e, como é muito fina, forma uma bolsa de gordura conhecida como papada.

"A somatória de todos esses fatores faz com que o contorno cervical perca seus ângulos e curvas, o contorno da mandíbula fique menos definido, o queixo fique mais apagado e com que o ângulo entre a mandíbula e o pescoço fique obtuso, podendo até desaparecer", destaca a cirurgiã plástica.

Tratamento

Procedimentos como o lifting de pescoço, que consiste em tratar as estruturas de modo a devolver o contorno à região é um dos recursos estéticos possíveis de solucionar o problema de maneira eficaz.

De acordo com a Dra. Beatriz Lassance, dependendo da estrutura afetada pode ser realizado um reposicionamento, levando o excesso de pele em direção à área ao redor das orelhas. Caso a flacidez seja em um grau maior, é necessário o descolamento da pele. "Se houver acúmulo demasiado de gordura na área também pode ser feita a retirada".

O protocolo, com anestesia geral ou local, é realizado por meio de um corte na região anterior da orelha, ao redor do lóbulo e avançando para dentro do cabelo.

A partir disso, é feito o descolamento da pele da face e do pescoço, o reposicionamento da musculatura e a retirada do excesso de pele. "Toda a tensão da tração do músculo é feita com pontos internos e não há tensão na pele, o que resulta em cicatrizes, imperceptíveis e de boa qualidade com resultados naturais", assegura a Dra. Beatriz.

Duração

A duração do procedimento é de duas a quatro horas, e os resultados podem demorar para aparecer dependendo do caso. "No edema pós-operatório de um minilifting, por exemplo, em uma semana não há mais marcas. Há um período de inchaço. Porém, a melhora é visível desde o início", diz.

Como em qualquer cirurgia, pode haver complicações como hematomas e infecções, mas, a cirurgiã ressalta ser feito o possível para evitá-las. O tabagismo é um dos principais fatores de risco da técnica. Por isso, deve-se parar de fumar ao menos um mês antes do procedimento.

"O cirurgião deve ser experiente, pois há nervos muito finos em toda a região responsáveis pela contração dos músculos da face e se forem lesionados podem comprometer a expressão e produzir graves sequelas", alerta.

No pós-operatório, é recomendado que o paciente mantenha o peso ideal, pois a variação pode comprometer a duração do resultado. Existe, ainda, o risco de problemas na cicatrização. Por conta disso, não é aconselhado carregar peso, abaixar a cabeça e realizar movimentos amplos de pescoço por, no mínimo, uma semana após o procedimento. Já os exercícios físicos devem ser suspensos por um mês.

"É importante lembrar que nenhuma cirurgia substitui o cuidado com a pele. O lifting promove um resultado melhor se a pele for bem tratada. Além disso, considero muito importante o trabalho conjunto do cirurgião plástico com o dermatologista", completa a cirurgiã Dra. Beatriz Lassance.

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