EXERCÍCIOS NA ÁGUA

Hidroterapia: movimentos de relaxamento e reabilitação

Os exercícios realizados na fisioterapia aquática oferecem benefícios além da recuperação funcional do praticante

Grávida de oito meses, Bárbara Dias diz que a hidroterapia proporciona relaxamento, sensação de alívio das dores nas pernas e na lombar, conforto e bem-estar. Só após sair da piscina é que volta a sentir o peso da barriga ( Foto: Érika Peron )
00:00 · 19.05.2018

O impulso do corpo e a força da água fazem com que as articulações se distendam e facilitem a manobra para a fluidez dos movimentos. Segundo o fisioterapeuta da clínica Somma, Dr. Luis Henrique Cintra, a pressão hidrostática aumenta e favorece o retorno do sangue para o coração e a temperatura térmica influencia na evolução da parte circulatória.

"Acima disso, tem a questão lúdica. Na hora da hidro, os praticantes ficam mais desinibidos e fazem coisas que fora da água jamais fariam", ressalta. No caso da mulher grávida, a terapia é recomendada para melhorar o inchaço nas pernas, aliviar as dores na coluna e o cansaço.

O ambiente na água, além de agradável, favorece os movimentos que ajudam a tonificar e fortalecer os músculos.

Outro aspecto fundamental na hidroterapia é a segurança, principalmente para grávidas e idosos, porque a pessoa não mergulha, os movimentos são feitos sob controle com a água na altura do peito.

Conforme o especialista, a modalidade é mais indicada para pessoas que necessitam tratar lesões. Na gravidez, ela é utilizada para proporcionar conforto, relaxamento e bem-estar para a futura mamãe no processo de evolução do bebê.

A exigência principal para a prática da hidroterapia é de que a água da piscina esteja aquecida. Com essa condição e dependendo da intensidade do exercício, Dr. Luis Henrique diz que a temperatura aquecida da água melhora o funcionamento das células e, consequentemente, proporciona melhor resposta metabólica. Porém, o maior incremento mesmo é a fluidez.

"Água flui. Eu costumo dizer que a gente não brinca com a água, a gente acompanha os movimentos que ela nos proporciona. É muito prazeroso fazer esse trabalho em qualquer necessidade do indivíduo", revela.

No caso das grávidas, a hidroterapia é recomendada a partir do quarto mês. Os movimentos são diferenciados e realizados nos membros inferiores, com mais cuidado e velocidade amena. Isso porque a atividade está focada na fluidez, no bem-estar e no ganho da flexibilidade, que poderá ajudar quando a gestante tiver indicação para se submeter ao parto for normal.

Na prática da terapia é importante que a água esteja na temperatura de 35º a 36º. No caso de gravidez, a atividade pode ser realizada três vezes por semana, em até 55 minutos. A não ser que a futura mamãe tenha fator de risco, ela não deve ficar parada. Até porque gravidez não é doença. Então, quanto mais ela conseguir se mexer, melhor gestação terá.

De modo geral, o Dr. Luis Henrique afirma não haver faixa etária específica para praticar a fisioterapia aquática.

No entanto, os que mais se identificam com a atividade são os grupos da terceira idade. Eles gostam de interagir, fazer amizade, sentem-se mais acolhidos e incluídos no ambiente em que a maioria dos frequentadores são da mesma geração.

"O fato é que o processo se estende e vai além, dos benefícios que a água oferece", acrescenta Luis Henrique Cintra.

Bárbara Capistrano Dias, 31 anos está com 8 meses de gravidez e pratica hidroterapia desde as 18ª semana, para aliviar as dores na lombar. "Na água fico mais relaxada e me sinto mais disposta para realizar as atividades diárias", descreve Bárbara.

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