diagnóstico

Hepatite C: Ceará tem baixo índice de detecção

00:00 · 21.04.2018
Image-0-Artigo-2387546-1
Um grande número de pessoas pode ter o vírus da hepatite C e não saber. Isso pode explicar a baixa notificação

Com o objetivo de incentivar o diagnóstico de hepatite C e o encaminhamento dos pacientes para tratamento adequado, as Sociedades Brasileiras de Infectologia e de Hepatologia estão em campanha para alertar a população sobre a importância do teste para hepatite C.

Trata-se de um exame simples (de sangue), de resultado rápido e realizado gratuitamente nas unidades básicas de saúde. No Ceará, os novos tratamentos para hepatite C são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante prescrição médica.

Em cerca de 90% dos casos, a hepatite C pode ser curada, afirma Dr. Guilherme Henn, presidente da Sociedade Cearense de Infectologia e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC). "Por isso, é importante detectar e tratar a doença precocemente, quando os danos ao fígado e a outros órgãos ainda podem ser controlados", indica.

A hepatite C é a principal causa de óbito entre as hepatites virais, conforme o Boletim Epidemiológico (2017), do Departamento de Aids, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis, do Ministério da Saúde. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentam os menores índices de notificação da hepatite C - ficando abaixo da média nacional.

A doença é transmitida pelo contato de sangue saudável com sangue contaminado. Segundo o Boletim Epidemiológico, do total de casos notificados (2000- 2015), cerca de 52% das pessoas desconheciam a fonte de contaminação. As principais causas são uso de drogas por compartilhamento de seringas contaminadas, transfusão de sangue e relações sexuais desprotegidas.

Devem fazer o teste as pessoas acima de 40 anos ou de qualquer idade submetido a cirurgias ou transfusão de sangue há mais de 20 anos. E quem compartilha agulhas injetáveis, objetos cortantes, tenha feito tatuagens e piercings sem material descartável e portadores de HIV.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.