óleos vegetais

Extração da copaíba e do breu para a perfumaria

00:00 · 14.04.2018
breu-branco
Além de uso cosmético, o breu-branco (foto) pode ser utilizado na produção de incenso, vela e fumaça para espantar mosquitos e outros fins

Os óleos vegetais provenientes do manejo florestal de espécies existentes na Amazônia como, por exemplo, a copaíba e o breu branco são bastante utilizados na produção de produtos cosméticos e da perfumaria.

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Para que a vida útil dessas espécies seja preservada é necessário que as retiradas sejam realizadas de maneira sustentável. Segundo o pesquisador, a extração do óleo da copaíba é feita com um furo de trado, no tronco da árvore, por onde escorre o óleo. "Concluída a coleta, tampa-se o buraco e a árvore deve descansar no mínimo três anos", destaca o pesquisador.

Aromaterapia

As propriedades medicinais do óleo de copaíba, além do uso na indústria cosmética, auxiliam no tratamento de irritações leves e coceira na pele, sinusite, infecções das vias respiratórias, uretrite e vaginite.

Já o breu atende a uma agressão externa natural da planta. Ou seja, o besouro faz a perfuração como se fosse uma broca, sem prejudicar a árvore. "O líquido se cristaliza, e ao longo do tempo, forma uma pedra. Só após esse processo é realizada a retirada. Assim como as outras espécies é necessário aguardar o período de descanso para a nova coleta ", diz Iguatemi Costa.

Óleos vegetais

A copaíbeira é uma árvore encontrada na floresta de terra firme, conhecida como 'pau-de-óleo'. Isso porque do seu tronco se extrai um óleo-resina muito valioso tanto para uso medicinal e na fabricação de perfumes;

O óleo-resina extraído pelos componentes da Avive-Associação Vida Verde da Amazônia, em Silves, é da espécie copaíba Mari-Mari, um líquido balsâmico, de cor amarelo-forte, pouco escuro e com cheiro característico. O rendimento médio por árvore adulta é de 4 a 5 litros. A nova coleta somente é permitida após 3 anos de descanso da anterior;

O breu-branco é uma árvore de médio porte, fácil de se encontrar na floresta. Sua resina é produzida por meio da picada de um inseto, sem estímulo artificial;

Já a técnica de extração do composto volátil com o propósito de ser utilizado na perfumaria é realizada por meio das substâncias serventes e etanol.

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