Mama

Exercícios físicos após o implante de prótese

Praticar esporte depois de colocar silicone nos seios é possível, desde que a orientação médica seja respeitada

00:00 · 26.05.2018 / atualizado às 01:44
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O material, o tamanho ou o formato da prótese de silicone ficam a gosto de cada um. E o implante não prejudica a realização da atividade física ( Foto: Cid Barbosa )

Seja por motivos estéticos ou mesmo por questão de saúde, a inclusão de prótese mamária continua no topo das cirurgias plásticas mais procuradas pelas brasileiras. No entanto, como acontece em outros procedimentos, é comum surgirem dúvidas, principalmente sobre a hora certa para retomar as atividades físicas depois da intervenção.

O cirurgião plástico Dr. Gabriel Cavalcanti diz que, quando realizado por um profissional experiente e a paciente segue as recomendações médicas, respeitando a fase de cicatrização, a recuperação é tranquila.

Porém, segundo o especialista, no período inicial de 30 a 45 dias, nenhum exercício físico pode ser praticado e o retorno deve ser gradativo: "Isso porque, os movimentos podem mudar a posição da prótese e prejudicar o processo de cicatrização".

"A liberação dos exercícios ou de qualquer modalidade esportiva que inclua os membros superiores, depende do profissional. Eu costumo autorizar somente depois de três meses de avaliação do procedimento", destaca o médico.

Apesar de não ser regra, há casos nos quais a mamoplastia demora até um ano para que as mamas cicatrizem e se igualem por completo. Após esse período, o cirurgião, adepto de esportes radicais, afirma não haver contraindicações para a paciente intensificar a malhação ou optar por modalidades de maior impacto. "O único problema que pode gerar é no caso de a pessoa perder muito tecido adiposo. Com isso, a mama pode ficar caída ou deixar a prótese muito visível e atrapalhar o resultado estético" destaca.


Tamanho

A escolha da quantidade de prótese depende muito do gosto e da necessidade de cada um. Do ponto de vista do profissional, a proporcionalidade e o ponto-chave para o sucesso da cirurgia de aumento da mama. De acordo com o médico, seios muito grandes são mais prováveis de ocasionar complicações posturais. Isso acontece tanto com os naturais quanto com os de silicone.

Para Gabriel, a avaliação e a conversa com a paciente antes de decidir o tamanho da prótese são tão importantes quanto exames pré-operatórios. Por isso, a consulta dele, na maioria das vezes, demora mais tempo do que o da cirurgia.

"Mas já coloquei próteses de até 1litro em cada mama. Expliquei para a paciente tudo o que poderia acontecer com ela, no futuro e que após a cirurgia, o tratamento fisioterápico para reeducação postural seria indispensável. Mesmo assim, ela queria uma prótese ainda maior", declara.

Um bojo C ou D, o volume que no Brasil representa o tamanho 44, é um padrão, considerado pelo médico razoável. Em relação ao tipo de prótese mais indicado para quem pratica atividade física, a melhor cobertura é a de poliuretano.

Em menor tempo, ele adere melhor, além de a pessoa se recuperar e ser liberada mais rápido do que com a texturizada, que demora mais para cicatrizar e pode se deslocar.

Atualmente, a pessoa que procura por uma prótese de mama está muito mais preocupada em si satisfazer do que com a opinião da sociedade. "Então, elas preferem próteses em tamanho e formato mais naturais e que deixem os seios esteticamente mais harmônicos".

A quantidade mais procurada recentemente varia de 320kg a 380kg. A maior diferença entre os dois tamanhos está no formato e na base. Uma é mais estreita e projeta para a frente. Já a outra é mais oval. O silicone é distribuído de forma homogênea de cima a baixo. "Ambas, ficam bem centralizados, e o resultado bem natural", garante.

Mamografia

Além da prática de exercícios físicos e do tamanho da prótese, os cuidados com a saúde são necessários. Por isso, um alerta do médico para quem se submeteu ao implante de mamário é que a prevenção do câncer de mama com a mamografia pode e dever ser realizada.

"Os aparelhos estão prontos para identificar a presença da prótese", especifica o Dr. Gabriel Cavalcanti.

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