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Cuidado com a qualidade da água na piscina

Onde há sujeira, há doença. Máxima válida para o alto índice de poluição da água do mar e da piscina

Se a água estiver cristalina, mas sem cloro ou com o pH desajustados há o risco de doenças
00:00 · 13.01.2018

Eles estão por toda parte. Os microorganismos (fungos e bactérias) se alojam mais facilmente em superfícies úmidas, ou seja, não só na água, mas também 'passeiam' pelas roupas de banho, cadeiras, espreguiçadeira, toalhas, calçados, boias, piso (no entorno da piscina). Se formos realistas, não existe lugar seguro para quem vai à praia ou à piscina.

"Várias doenças podem ser veiculadas por esses ambientes, desde agravos de menor repercussão, como um micose superficial, até doenças mais graves, uma meningite por ameba de vida livre (organismos parasitários)", comenta Dr. Érico Arruda, presidente da Sociedade Cearense de Infectologia e professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece) e da Universidade de Fortaleza (Unifor).

Água e areia

A qualidade da água do mar (contaminada por esgoto) continua sendo o principal problema observado nas praias devido à quantidade de coliformes fecais (bactérias do intestino de humanos e animais).

Infelizmente, a sujeira existente na areia da praia (matéria orgânica e lixo não degradável), também coloca a saúde dos banhistas em risco. Basta sentar ou deitar diretamente na areia ou se arriscar em práticas de recreação (incluindo esportes) e construir castelos na areia.

As micoses superficiais, a Larva migrans (parasita de cão ou gato), as viroses gastrointestinais, as piodermites (infecções de pele) causadas por bactérias, as celulites (infecções da parte mais profunda da pele) com ou sem ferimentos propiciadores, causadas por bactérias ou micobactérias (tipo similar ao agente da tuberculose), estão entre as doenças causadas pelo contato com água contaminada.

"Evitar ficar sentado ou brincando na areia dentro das barracas ou em locais onde haja a presença de animais, pode diminuir a chance de contrair uma parasitose. Dar preferência pela faixa de areia que é banhada pelo mar", recomenda o médico infectologista.

É preciso tratar

Em tempos de espaços coletivos cada vez mais disputados, os usuários de piscinas não tratadas corretamente (em condomínios, clubes, hotéis e pousadas), estão mais sujeitos a micoses, mas também a diarreia, otite, conjuntivite, olho de peixe, entre outros.

Sobre a presença do mosquito Aedes aegypti, Fábio Forlenza, instrutor certificado pela National Swimming Pool Foundation (NSPF), explica que o mosquito fêmea desova na água da piscina ou na borda. "Assim que os ovos eclodem, as larvas ficam na água à procura de nutrientes para se alimentarem. Se a água estiver maltratada, significa que existe muito alimento para as larvas; é quando acontece a proliferação", pontua.

Folrenza chama atenção para que a sujeira existente ao redor da piscina não seja transportada para a água. "Quanto mais sujeira na água, mais contaminada ela ficará. Por causa do mosquito da dengue é preciso eliminar qualquer tipo de poça no entorno da piscina".

Evitar permanecer muito tempo com a roupa de banho reduz a possibilidade de micoses e outras irritações de pele na região da virilha. Tirar a água da piscina e da praia (chuveirada) favorece a remoção de possíveis agentes causadores de doenças, assim como enxugar bem o corpo (especialmente as dobras da pele).

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