Judiciário

Constelação pode mediar conflitos

00:00 · 11.08.2018

Desde março, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza para a população 10 práticas integrativas, dentre elas a constelação familiar, trabalho desenvolvido pelo psicoterapeuta alemão Berti Hellinger.

> Constelação familiar

No caso da constelação, há alguns anos surgiram as primeiras experiências de aplicação desse trabalho no âmbito do Poder Judiciário. Já eram conhecidas experiências ocorridas na Itália, mas foi no Brasil que o Direito Sistêmico começou a chamar atenção de servidores do Judiciário e da mídia, segundo descreve Natalia Aguiar, psicóloga, psicodramatista e consteladora familiar em formação pelo Instituto Hellinger.

Ela destaca a iniciativa do juiz (Vara de Família) Sami Storch (e também constelador) que começou a ministrar palestras para casais em processo litigioso de separação, explicando a visão sistêmica das relações familiares de Bert Hellinger. Em pouco tempo, várias separações litigiosas foram revertidas em consensuais. Hoje, cresce o número de juízes, mediadores, conciliadores e psicólogos forenses que aplicam a constelação familiar.

Direito sistêmico

Ainda que existam leis reconhecidas e implementadas, nem sempre as relações humanas se estabelecem de acordo com elas. Muitas vezes, a aplicação da lei em uma decisão judicial traz um alívio momentâneo, mas pode não resolver a raiz do problema.

Natalia Aguiar cita o caso de um divórcio para explicar o uso efetivo da constelação. "Ainda que se estabeleça o valor da pensão e o regime de guarda dos filhos, caso os pais continuem se atacando, o conflito será um fardo para o filho. A família permanecerá dividida. Embora as leis sejam aplicadas, o caso não estará resolvido. A decisão trouxe uma resolução, mas não a paz. A lealdade do filho aos pais torna essa situação um risco para seu bem-estar e desenvolvimento".

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