CAMPANHA

Aprenda a respeitar o sono

00:00 · 10.03.2018

Ritmo. Assim como na dança, o organismo também possui funções sincronizadas que variam de pessoa a pessoa.

Segundo uma cartilha elaborada pela Associação Brasileira do Sono (ABS), a dessincronização dos ritmos biológicos com o ambiente impacta na quantidade e qualidade do sono e repercute em diversas consequências no dia a dia, como sonolência, fadiga, mudanças de humor, dificuldade de atenção e aprendizado, além de maior risco para acidentes.

Para que esses efeitos negativos sejam evitados é preciso respeitar a preferência individual. Muitas vezes, sinais considerados como preguiça podem indicar que o ritmo natural não está sendo respeitado. Isso ocorre porque cada pessoa tem um cronotipo, ou seja, cada uma tem cronologia determinada pelos ritmos biológicos.

De acordo com essa classificação, as pessoas podem ser divididas em matutinas, vespertinas e intermediárias. No primeiro tipo, enquadram-se aquelas que preferem dormir e acordar cedo, e tem melhor desempenho nas atividades realizadas durante o dia.

Já os vespertinos se adaptam melhor ao dormir e acordar mais tarde, e apresentam bom desempenho nas tarefas realizadas à tarde ou à noite. Pessoas classificadas como intermediárias não possuem preferência por horários extremos.

Conscientização social

Com o slogan "Respeite seu sono e siga seu ritmo", os especialistas da Associação Brasileira do Sono, em conjunto com a Associação Brasileira de Odontologia do Sono (ABROS) e Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS), promovem deste domingo (11) até o dia 18 de março a Semana do Sono, campanha de conscientização social sobre a importância do tema para a saúde e qualidade de vida.

Os profissionais farão alerta especial ao sono do jovem estudante. Segundo a Dra. Veralice Meireles, presidente da Regional Ceará da Associação Brasileira do Sono, as ações da campanha em Fortaleza contarão com a distribuição de cartilhas informativas e pesquisas nas escolas da região. "O sono é um reflexo do dia", afirma.

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